Nada de Giba, Ricardinho, Dante ou André Nascimento. A estréia do seleção brasileira masculina de vôlei na Liga Mundial será feita por atletas que buscam espaço no grupo principal. O Brasil faz seu primeiro jogo na competição no dia 26 de maio, contra a Coréia do Sul, em Cheonan.
“Este ano, devemos começar com a seguinte base: Marcelinho e Bruno (levantadores), Minuzzi e Thiago e Nalbert e Murilo – ainda não sei quais os dois ponteiros iniciarão, mas deverei misturar um dos dois primeiros com um dos dois restantes para dar equilíbrio. Mas isso pode mudar, caso decida colocar os dois últimos. O oposto deve ser o Samuel, pois o Anderson está mais fora de forma. No meio, Rodrigão e Eder. Essa é a tendência. O líbero será o Alan”, comentou o treinador. Além da Coréia do Sul, Canadá e Finlândia completam o grupo do Brasil na Liga.
Bernardinho explica que já está trabalhando o psicológico destes atletas para tamanha responsabilidade. “Não será fácil. A garotada sofrerá uma forte pressão. Se não conseguirmos os resultados imediatamente, todos pedirão os grandes nomes. É natural”, afirmou o técnico, citando exemplos. “Quando eu jogava, todos queriam ver o William. Lembro de outra situação: estávamos jogando em Brasília, perdendo por 2 sets a 0 e a torcida pedia o Mauricio. Mantive o Ricardinho. Vencemos por 3 sets a
Até para não ter problemas na preparação para os Jogos Pan-americanos – objetivo principal neste ano, já que é o único título que o Brasil ainda não ganhou –, Bernardinho quer classificação logo para a fase final. A intenção é que o grupo inteiro esteja reunido nos duelos fora de casa contra o Canadá, que serão realizados nos dias 22 e 23 de junho.
“Temos problemas de entrosamento, formação da equipe e caímos num grupo muito chato. O Canadá é um time que vem crescendo muito. A Finlândia, que já nos deu muito trabalho ano passado, com um time completo e treinada, será um sufoco. Quando eles perceberem que faltam alguns jogadores no nosso time, terão uma segurança maior. Ficaria muito feliz, embora eu ache impossível, a classificação no penúltimo fim de semana, como foi no ano passado. Esse ano, se a gente se classificar, já está muito bom”, planeja.
O treinador espera uma competição muito complicada para o time nacional, que luta pelo heptacampeonato. “A seleção brasileira terá que ter muita perseverança nessa Liga Mundial. Os jogadores enfrentarão muitas situações difíceis, como falta de ritmo de jogo. Além disso, eles terão que mostrar muita coragem para superar as adversidades. A união também será muito importante. Sem ela não conquistaremos os resultados. Esse terá que ser o espírito da equipe”, projetou.