O 14º Campeonato Mundial de Kendo, arte marcial de luta com espadas ao estilo dos samurais, começou hoje em São Paulo com ares de uma convenção de descendentes de japoneses.
Entre as 38 delegações, e com a única exceção das outras equipes do Extremo Oriente, poucos foram os que não chegaram à competição com algum descendente de emigrantes japoneses em suas fileiras.
Mesmo na equipes de Brasil e Estados Unidos cada um dos participantes tem origem japonesa, e, por isso, não foi possível encontrar nenhum “Silva” na seleção brasileira, apenas nomes ocidentais misturados com seu sobrenome oriental.
A exceção e a sensação entre alguns dos participantes foi Elizabeth Bergen-Bartel, uma loira que surpreendeu a todos nas fileiras da equipe da China.
Vestidos como os antigos samurais, com uma máscara de metal e armadura, os oponentes lutam com espadas de bambu em um combate no qual o ganhador raramente é devido à sorte.
Para pontuar é preciso golpear com o extremo da espada no punho, na garganta, na cabeça ou na lateral do abdômen e sempre marcando com um grito o local do adversário que se pretende atacar, para que a sorte não intervenha no lance.
Os favoritos em todas as apostas são os japoneses, dominadores absolutos e históricos de uma especialidade que inventaram e da qual ganharam 12 campeonatos do mundo, todos com exceção do último, o qual foi vencido pela Coreia do Sul.