O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) informou nesta sexta-feira (19) que o material que recebeu da Procuradoria-Geral da República (PGR) e que serviu de base para denunciar o doleiro Lúcio Bolonha Funaro por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro em 2008 não menciona o ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) João Vaccari Neto, atual tesoureiro do PT.
De acordo com a Procuradoria, segundo os depoimentos de Funaro, ele e Batista se utilizaram da empresa da Garanhuns Empreendimentos para dissimular a transferência de R$ 6,5 milhões da agência de publicidade SMP&B, de Marcos Valério, ao antigo Partido Liberal (PL). “São sobre essas operações de lavagem de dinheiro que trata o processo, que tramita normalmente perante à 2ª Vara Federal. A última movimentação processual constante é de fevereiro de 2010”, diz a nota do MPF-SP.
A nota informa que a procuradora Anamara Osório Silva, autora da denúncia oferecida em junho de 2008 e que levou à ação penal que tramita na Justiça contra Funaro e seu sócio, José Carlos Batista, não pode confirmar se o depoimento concedido por Funaro em Brasília se deu por delação premiada.
Quinta-feira (18) a comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado que investiga as Organizações não-governamentais (ONGs), convocou Vaccari para depor na próxima terça-feira (23), sobre denúncias de irregularidades na aplicação de recursos de fundos de pensão públicos pela cooperativa. Também foram convocados o promotor de Justiça José Carlos Blat, responsável pela investigação do caso pelo MPF-SP, Funaro e Hélio Malheiro, que denunciou desvio de dinheiro da cooperativa para financiamento de “caixa dois” de campanhas eleitorais.