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Brasil

MP pede investigação sobre ataques contra jovem morta em salto em São Paulo

Solicitação ocorreu após a Bancada Feminista do PSOL abrir notícia-crime contra os ataques misóginos voltados à memória da jovem

Redação Jornal de Brasília

26/06/2026 17h59

jovem morta em salto em são paulo

Foto: Reprodução

UOL/FOLHAPRESS

O MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) pediu que o Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital) abra uma investigação policial para apurar os ataques misóginos e discriminatórios realizados nas redes sociais contra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21. A jovem morreu após ser jogada sem corda durante um salto de rope jump em 13 de junho, em Limeira, no interior de São Paulo.

Solicitação ocorreu após a Bancada Feminista do PSOL abrir notícia-crime contra os ataques misóginos voltados à memória de Maria Eduarda. Segundo a bancada, após a morte da jovem, publicações ofensivas, com conteúdo misógino, discurso de ódio e ataques à honra da estudante foram compartilhadas na rede social X.

Bancada Feminista pediu na notícia-crime que o MPSP solicitasse que o X fornecesse os dados cadastrais dos perfis responsáveis pelas publicações. Também foi pedida a identificação de todos os usuários que republicaram a thread original com o objetivo de identificar outros comentários com vieses misóginos e discriminatórios.

Em despacho, a promotora Ana Maria Aiello Demadis, da 5ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, determinou o envio urgente do documento ao Decap. Demadis ainda apontou que o despacho deve ser anexado ao inquérito policial já instaurado para “apuração dos tristes fatos ora noticiados” e, caso não haja investigação neste sentido, que seja aberta para apurar a conduta dos usuários e representante da plataforma.

“Mesmo após sua morte, Maria Eduarda foi alvo de uma campanha de humilhação pública marcada pelo ódio às mulheres. É fundamental que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados para que as redes sociais deixem de ser espaços de impunidade para esse tipo de crime”, disse Paula Nunes, codeputada da Bancada Feminista do PSOL.

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