O dólar abaixo de R$ 2 não afetará as exportações brasileiras, page segundo o Ministério do Desenvolvimento, more about Indústria e Comércio Exterior. O secretário de Comércio Exterior do ministério, Helber Barral, anunciou hoje que o país deverá exportar US$ 172 bilhões em 2008, US$ 12 bilhões a mais que os US$ 160 bilhões estimados para as vendas para o exterior neste ano.
Atualmente, a meta de exportações do Brasil é US$ 157 bilhões para este ano, US$ 5 bilhões a mais que o fixado no início do ano. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o país exportou, nos últimos 12 meses, US$ 158,684 bilhões, aumento de 16,8% sobre os US$ 136,4 bilhões registrados no mesmo período entre 2005 e 2006.
Segundo Barral, a balança comercial deverá fechar o ano com superávit de US$ 40 bilhões. De janeiro a novembro, o saldo positivo atingiu US$ 36,4 bilhões. Esse número é 12,1% abaixo do registrado nos 11 primeiros meses de 2006, o que é explicado por Helber Barral pelo incremento das importações, que vêm acontecendo em larga escala, apesar do recorde das exportações.
De acordo com o secretário, o setor produtivo aproveita o aquecimento da demanda e o dólar baixo para adquirir máquinas e insumos. Ele destacou que a aquisição de máquinas e equipamentos cresceu 18% neste ano, com a procura também mais diversificada de fornecedores. A previsão, segundo ele, é que essa escalada de compras se reduza em determinado momento, quando o processo de renovação do parque industrial do setor produtivo se estabilizar.
Em novembro, o Brasil exportou US$ 14,052 bilhões – 18,1% sobre novembro de 2006. Pelo terceiro mês consecutivo, as exportações registraram média diária acima de US$ 700 milhões. As importações ficaram em US$ 12,025 bilhões, com média diária de US$ 601,3 milhões, também recorde.
Por causa do crescimento das importações, o superávit comercial em novembro, de US$ 2,027 bilhões ficou 37,4% abaixo dos US$ 3,239 bilhões verificados no mesmo mês do ano passado.
Para dezembro, o ministério prevê que tanto as exportações como as importações fiquem em níveis mais baixos que o verificado em novembro. Isso, segundo o secretário, ocorre porque os negócios são fechados com antecedência, em função do Natal e do ano-novo.
Neste ano, todas as três categorias de produtos registraram valores recordes de venda. Os manufaturados cresceram 13,1%; os básicos, 25,2%, e os semimanufaturados, 14,9%. Segundo o ministério, além do aumento das quantidades embarcadas, importantes produtos exportados tiveram elevação de preços em relação ao ano passado.
Os maiores crescimentos nos valores foram registrados nos seguintes produtos: petróleo (+70,8%), milho (+60,6%), óleos combustíveis (+59%), gasolina (+52,3%), óleo de soja em bruto (+51,8%), soja em grão (+45,1%), farelo de soja (+42,1%), carne de frango (+35,9%), fumo (+22,9%), couros e peles (+21,9%), café em grão (+21,3%), suco de laranja (+18,5%), celulose (+16,9%), laminados planos (+15,6%) e carne suína (+14,1%).