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Brasil

Minc destaca compromisso do setor produtivo com a sustentabilidade ambiental

Arquivo Geral

15/03/2010 18h47

No dia mundial do consumidor, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou, nesta segunda-feira (15), do lançamento do programa de reciclagem de produtos da Philips, chamado Ciclo Sustentável. Em parceria com a sociedade, a empresa criou pontos de recolhimentos em 25 cidades, onde o consumidor poderá levar seus aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos velhos. A partir daí, o equipamento será reciclado, e o que não puder ser aproveitado, terá a melhor destinação ambiental.

 

Para o ministro Carlos Minc, esse tipo de ação pressiona o Senado Federal a votar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada na última semana na Câmara dos Deputados. “Essa é uma ação prevista na política”.

 

O projeto mencionado por Minc é a responsabilidade compartilhada, prevista na PNRS. Assim, a empresa fica responsável por fazer a logística reversa. Ou seja, o produto que não tem mais utilidade para o consumidor deverá ser entregue à empresa, que, em parceria com cooperativas de recicladores e catadores, vão desmontar o equipamento e mandar cada parte para a reciclagem, dando a melhor destinação para o material.

 

Para isso, é preciso de educação ambiental, informou Minc. “Temos de fazer esse trabalho com crianças para fazer a ‘logística reversa da consciência’, em que a criança mostra aos pais a importância do meio ambiente”, ressaltou. Atualmente, somente 5% das casas brasileiras fazem a coleta seletiva do lixo, separando lixo seco de lixo orgânico.

 

O Ministério do Meio Ambiente estimula a reciclagem. No ano passado, os produtos dessa atividade foram desonerados. Agora, o ministério quer parceria com os estados para que esses produtos também não paguem o ICMS. “Quem retira o lixo da rua não deveria pagar imposto e sim ganhar um prêmio”, disse Minc ao ressaltar a importância dos catadores.

 

Minc saudou a iniciativa da Philips e destacou as parcerias do MMA com o setor produtivo para o meio ambiente. Ele citou a certificação da carne bovina, lançada no ano passado pela Associação Brasileira de Supermercados, e destacou outros pactos, como o compromisso com os bancos, de financiar empreendimentos que utilizem madeira certificada, e o da soja. “Isso é mais forte que colocar mil policiais na floresta”, afirmou, ao destacar as ações do MMA que resultaram no menor índice do desmatamento da Amazônia dos últimos 21 anos.

 

Em relação ao consumo consciente, Minc ressaltou que o governo tem de fazer sua parte. O MMA tem a Agenda Ambiental na Administração Públicas (A3P), que adota critérios de sustentabilidade nas atividades do cotidiano do ambiente de trabalho. Em janeiro, o Ministério do Planejamento publicou a instrução normativa que inclui critérios de sustentabilidade nas licitações do governo federal.

 

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