A IAAF irá se reunir nesta sexta-feira para discutir novamente o caso de Marion Jones, o que pode apagar de vez seus resultados em Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais. A ex-velocista norte-americana admitiu recentemente ter feito uso regular de substâncias proibidas entre setembro de 2000 e julho de 2001, e pode até mesmo perder todas as medalhas conquistadas nas Olimpíadas de Sydney, em 2000.
Jones levou a medalha de ouro nos 100m, nos 200m e nos 1600m na ocasião, além de ter conquistado o bronze nos 400m e no salto em distância – todas já devolvidas pela ex-atleta. A IAAF e o COI, porém, ainda precisam revisar o caso para definir as vencedoras e novas medalhistas de cada uma das provas.
As autoridades norte-americanas do atletismo chegaram a pedir uma suspensão de dois anos para a velocista, mas a IAAF negou e a própria Marion Jones concordou com o adeus às pistas. É bem possível que a entidade internacional peça de volta também os prêmios em dinheiro, além de aplicar pesadas multas à atleta, que alega estar falida.
A novidade do caso é que o escândalo pode atingir algumas ex-companheiras da ex-campeã olímpica, como Jearl Miles-Clark, Monique Hennagan, Tasha Colander-Richardson, Andrea Anderson (todas campeãs nos 1600m), Chryste Gaines, Torri Edwards, Nanceen Perry e Passion Richardson (dos 400m). A IAAF ainda pode vetar os resultados de Sydney-2000 e conta com o consentimento do COI para cassar as medalhas.
Caso os resultados sejam descartados, a Jamaica fica com o ouro nos 1600m e a França nos 400m. Nos 200m, a bahamense Pauline Davis-Thompson fatura o ouro, enquanto a russa Tatiana Kotova herda o terceiro posto do salto em distância.
Mais problemas à vista – Nos 100m, porém, a decisão final ainda está distante. Caso Marion perca o julgamento da IAAF, o título olímpico iria para a medalhista de prata Katerina Thanou, da Grécia. Thanou, porém, se envolveu em seu próprio escândalo de doping quatro anos depois, em Atenas.
Ao lado de seu compatriota Kostas Kenteris, Thanou deveria ter participado de um exame antidoping nas Olimpíadas de 2004, mas um suspeito acidente de moto acabou tirando ambos dos testes. Posteriormente, eles foram banidos por dois anos.