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Manifestação de fretadores trava 10 capitais pedindo socorro aos bancos

Categoria pede prorrogação dos financiamentos bancários utilizados para a renovação das frotas de ônibus

Liderados pelo movimento “Fretadores pela Liberdade”, empresários do setor de fretamento de ônibus farão, nesta terça-feira (20), manifestações em dez capitais do país pedindo a prorrogação do prazo para o pagamento das mensalidades de seus veículos financiados junto aos BNDES e bancos privados por um período de 12 meses. O movimento deve contar com mais de 600 ônibus e acontecerá em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e outras cidades.

O setor, fortemente atingido pela pandemia e a consequente queda de circulação e de público, é responsável pela geração de 180 mil empregos diretos e indiretos e movimenta mais de 50 mil ônibus pelo Brasil. A categoria está ameaçada pela redução e cancelamentos das viagens de turismo, em razão da pandemia. Desde o início de março, representantes do Movimento têm feito diversas articulações junto ao Ministério da Economia e a bancos no intuito de tentar a negociação.

“As empresas tiveram vários contratos fixos cancelados, além de observar as viagens de turismo sendo drasticamente reduzidas. As poucas viagens que restaram estão sendo impedidas por decretos e medidas restritivas. Vários estados e municípios brasileiros proibiram a entrada de turistas, como Caldas Novas (GO), Salvador (BA), Porto Seguro (BA), Cabo Frio (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Aparecida (SP), dentre outras, afetando diretamente as empresas do ramo”, afirma Marcelo Nunes, empresário do setor de fretamento e um dos líderes do Movimento Fretadores pela Liberdade.

Nunes acredita que a prorrogação do prazo para pagar os financiamentos traria fôlego aos empresários do Turismo e do Fretamento. “Neste atual momento de conjuntura, há milhares de ônibus no Brasil financiados pelo BNDES com suas parcelas atrasadas. Sofremos com constantes apreensões. Veículos estão sendo leiloados. Pedimos encarecidamente esta revisão e prorrogação para a sobrevivência financeira de tantos empresários, trabalhadores e famílias que dependem do fretamento para continuarem vivos”, completa.






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