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Brasil

Mais um morador de rua é assassinado em Maceió

Arquivo Geral

17/09/2011 13h31

O morador de rua Eronildo Siqueira, de 36 anos, foi morto a tiros na madrugada de hoje, quando dormia em uma calçada, na Rua Virgílio Guedes, no bairro da Ponta Grossa, em Maceió. De acordo com a polícia, o crime teria sido praticado por dois homens não identificados.

Com a morte de Eronildo, sobe para 18 o número de moradores de rua assassinados este ano em Maceió, conforme dados oficiais do Instituto Médico Legal Estácio de Lima (o IML de Maceió). No ano passado, de acordo com dados oficiais, foram registrados 34 assassinatos de moradores de rua em Alagoas.

A delegada Maria Aparecida de Araújo, que investiga o crime, disse que a vítima tinha família, mas, por ter se tornado alcoólatra, passou a morar nas ruas e a dormir em calçadas no bairro. “Ele costumava ir buscar comida na casa do padrasto, identificado como José Frederico da Silva”, disse a delegada.

Aparecida afirmou ainda que os agentes da sua delegacia tentaram ouvir Frederico, mas o parente da vítima se recusou a falar com a Polícia, alegando que no local impera a lei do silêncio.

“Esse senhor que era padrasto da vítima chegou a afirmar que, caso falasse, não teria segurança depois e fatalmente seria assassinado”, disse Aparecida, acrescentando que ainda não tem pistas dos assassinos ou da motivação do crime.

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    31/10/2010 21h12

    Mais um morador de rua foi assassinado em Maceió. Dessa vez é um ex-presidiário, ainda não identificado, mas que tinha o apelido de Timbalada. Ele foi assassinado a tiros na Avenida Sandoval Arrrochelas, no bairro Ponta Verde, área nobre da cidade.

    Com a morte do Timbalada, chega a 31 o número de moradores de rua mortos em Alagoas desde janeiro deste ano. Os números de assassinatos foram confirmados pelo delegado José Edson, diretor adjunto da Polícia Civil de Alagoas.

    Segundo o promotor de justiça Alfredo Gaspar de Mendonça, do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (GCOC), a morte do Timbalada está relacionada ao assassinato de outro morador de rua, conhecido como Cotó, que foi executado a tiros em circunstâncias parecidas na semana passada também no bairro de Ponta Verde, próximo a uma boate. “O Timbalada foi ouvido pelo Ministério Público na sede do GCOC na semana passada e disse que estava ameaçado de morte, mas dispensou a proteção oferecida pela instituição, preferiu continuar nas ruas”, afirmou o promotor.

    De acordo com Gaspar, foi oferecido a Timbalada o Serviço Nacional de Proteção à Testemunha, mas o morador de rua se recusou a entrar para o programa. “Nós sabíamos que alguma coisa ia acontecer com ele, que era uma questão de tempo, por isso oferecemos proteção, mas ele não quis e terminou morrendo”, acrescentou o promotor.

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