Três dias depois de cancelar a participação na Conferência do Clima em Cancún (COP-16), no México, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a reunião “não vai dar em nada, não vai haver avanço nenhum”. Lula voltou a cobrar empenho dos países desenvolvidos, sobretudo dos Estados Unidos e dos países Europeus, para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. “Nenhuma grande liderança vai”, reclamou.
A possibilidade de um acordo impositivo para o corte das emissões já havia sido descarta previamente, mas a delegação brasileira busca avanços, como o detalhamento de mecanismos de financiamento para ações de redução de emissões de gases poluentes e adaptação às consequências do aquecimento global.
Sobre a proposta de linhas de financiamento internacionais, de deverão alcançar a marca de US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020 segundo previsão lançada em Copenhague no ano passado, Lula disse: “A ideia é tão nebulosa que nem os satélites do Inpe conseguem pegar.” Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais monitoram o avanço do desmatamento.