Um intervalo de quatro anos e 11 meses separou as vitórias de Rubens Barrichello no Grande Prêmio da China, em 2004, e no da Europa, no último fim de semana. Nesse período de jejum, porém, o brasileiro garante que em nenhum momento pensou que não voltaria a vencer na Fórmula 1.
Segundo Rubinho, nem mesmo em dois dos anos mais difíceis de sua carreira, entre 2007 e 2008, quando conseguiu somar apenas 11 pontos pela Honda, ele perdeu as esperanças de brilhar novamente. Sempre otimista, o experiente piloto também descartou ter se abalado com a indefinição do futuro do time de Brackley, cuja sobrevivência foi assegurada por Ross Brawn somente no início de março.
“É uma sensação muito doce”, disse o paulista, refletindo sobre suas últimas temporadas à revista inglesa Autosport. “Sou um cara que não pensa nas frustrações e trabalha duro. Amei ter sido capaz de faturar uma corrida como essa – e tomara que possa repeti-lo nas próximas seis”.
Ainda, portanto, esperando conquistar um inédito título mundial, Barrichello assegura também não ter sentido muita pressão neste ano com o desempenho de Jenson Button, vencedor de seis das sete primeiras etapas realizadas e líder do campeonato com 18 pontos de vantagem em relação ao brasileiro. “Eu não tinha vaga na F-1 e de repente dirigia um bom carro. O fato de que Jenson estava ganhando só me dizia que eu também conseguiria fazê-lo”, completou o homem que “nunca” pensa em coisas negativas.