Convocada como terceira levantadora da seleção brasileira feminina para a temporada 2007, Fabíola se mostrou muito surpresa com o chamado do técnico José Roberto Guimarães. Motivos não faltam: além de seu time, o Brasil Telecom, não ter chegado às semifinais da Superliga feminina de Vôlei, ela deu à luz há apenas seis meses. “Foi uma grande surpresa para mim”, admitiu a jogadora, de 24 anos. “Não sei qual o pensamento do Zé Roberto para mim, mas eu vou agarrar essa chance com todas as forças”, emendou.
Na briga pela terceira vaga na seleção principal, Fabíola desbancou nomes que eram bem mais cotados, como Dani Lins, do Rexona/Ades, e Ana Tiemi, do Minas. Com isso, ela sai na frente na briga por ocupar o lugar de Fofão, que deve deixar o time principal após as Olimpíadas de Pequim, em 2008.
Para a jogadora, sua força de vontade em voltar a jogar vôlei após a gravidez pode ter sido determinante. “Isso deve ter ajudado, mas ele já deve estar me observando há algum tempo. Acho que para quem acabou de sair de uma gravidez, tudo foi muito rápido”, comemorou a atleta, que malhou até o oitavo mês de gestação e voltou a treinar 28 dias após o parto normal.
Fabíola havia sido chamada por Zé Roberto em apenas uma oportunidade, para a disputa do Montreux Volley Masters, em 2003. Agora, terá a oportunidade de atuar novamente ao lado de Fofão, com quem jogou na temporada 2000/2001 no então Rexona/Curitiba.
“Já joguei com a Fofão e é uma jogadora que eu admiro muito. Será um prazer enorme voltar a estar no mesmo time dela”, ressaltou a levantadora, que também avalia bem a temporada do Brasil Telecom. “Não conseguimos uma boa colocação, mas fizemos um bom campeonato, indo para o tie-break em diversos jogos. Superamos várias perdas”, destacou Fabíola, que deve deixar o Brasil Telecom e atuar por outro time do nacional na próxima temporada.