O queniano James Kipsang já havia sido campeão da Corrida Internacional de São Silvestre quando adotou discurso cauteloso para a edição passada da prova. Agora bicampeão, o fundista repete, às vésperas da terceira participação, a prudência usada também em dezembro do ano anterior.
“Estou vindo de (uma competição em) Nova York. Não posso dizer se vou vencer a São Silvestre. Mas darei meu máximo”, disse o corredor africano, referindo-se à quinta colocação alcançada na Maratona de Nova York, nos Estados Unidos, que foi disputada no último dia 7 de novembro.
A justificativa de Kipsang é a mesma utilizada por ele em 2009. Com a disputa da maratona norte-americana, faltou tempo para se preparar como gostaria para a prova de 15km em São Paulo. Ainda assim, ao ser questionado sobre sexta-feira, ele deixa seu desempenho em aberto.
“Não posso dizer o que vai acontecer amanhã (no futuro). Eu poderia melhorar meu tempo e quebrar o recorde (43min12s, estabelecido pelo também queniano Paul Tergat, em 1995) se tivesse tido tempo suficiente de treino. Mas tudo é possível”, emendou o atleta de 27 anos.
As marcas de Kipsang nas duas vezes em que correu a São Silvestre foram mais altas do que o recorde (44min43s, em 2008, e 44min40s, em 2009). Seu melhor tempo em distância de 15km , porém, é inferior à marca de Tergat: 41min54s, em setembro de 2009, em Roterdã.