O Tribunal de Justiça do estado de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público contra o Padre Dé, acusado pelos crimes de estupro de vulnerável (no caso dos menores de 14 anos) e violação sexual mediante fraude (para as supostas vítimas acima de 14 anos).
A denúncia foi feita nesta terça-feira (27) pelo promotor de Justiça José Lourenço Alves. Segundo depoimentos das vítimas, com idade entre 13 e 16 anos, o padre acariciava seus órgãos genitais e tentava beijá-los na boca. O religioso foi afastado de suas atividades desde o início das denúncias e nega todas as acusações.
Os crimes ocorreram em Franca e em Carpinópolis, interior de Minas Gerais, nos anos de 2010, 2009, 2001 e 1995. As supostas vítimas são oito coroinhas e ex-seminaristas.
O caso, que corre em segredo de justiça, será encaminhado ao juiz da 2ª Vara de Franca, Wagner Carvalho Lima, logo após o religioso será notificado para que apresente, no prazo máximo de 10 dias, defesa por escrito. Depois disso, o juiz analisa as provas contidas no inquérito e as argumentações da defesa.