“Ele passou tão rápido que chegamos a pensar que ele estava decolando”. No momento do acidente havia entre quatro e seis outras aeronaves na pista.
De acordo com informações do Jornal Nacional, medicine o presidente Lula deve ficar reunido com o Gabinete de Crise até a confirmação de mais notícias sobre o acidente. Lula suspendeu sua agenda desta quarta-feira e cancelou as viagens programadas para esta semana.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa) divulgou que já enviou homens para o local para dar início às investigações sobre o acidente.
Leia o depoimento na íntegra:
“Estava dentro do avião, esperando para embarcar para Brasília, e vi apenas a explosão. Com o estrondo, as pessoas que estavam no meu vôo começaram a se olhar assustadas. Ninguém entendia o que estava acontecendo. Começaram a falar que o avião tinha caído, que tinha derrapado, pegado fogo… O fato é que ninguém sabia o que tinha acontecido. Ficamos cerca de 15 minutos dentro do avião sem ter nenhum tipo de informação. Neste momento, o pânico se instalou. Tínhamos medo do que podia nos acontecer. Vi os carros do Corpo de Bombeiros e as ambulâncias chegando. O cheiro de fumaça era insuportável. Chegou a me faltar o ar. Em seguida, o comandante da nossa aeronave informou que tinha havido um acidente, e que era para todos os passageiros retornarem para o saguão de embarque. Estamos todos sem informações e nos recomendaram ficarmos juntos até que alguma notícia formal seja divulgada. Não sabemos nosso destino e nem se vamos embarcar. Está tudo fechado. A Infraero não nos passou nenhuma previsão. Há idosos e crianças de colo instalados desconfortavelmente nas cadeiras do saguão. Estou com medo de viajar depois disso. Tenho medo de que me aconteça alguma coisa. Penso agora na família dos passageiros e da tripulação que estavam naquele avião. A insegurança tomou conta de mim”, Paulo Barros, passageiro do vôo 7437 da TAM, São Paulo com destino à Brasília.”
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