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Brasil

Jobim tenta diminuir tensão e nega ter desqualificado outros ministros

Arquivo Geral

04/08/2011 17h50

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, tentou nesta quinta-feira diminuir a tensão criada em Brasília após a divulgação de parte do conteúdo de sua entrevista à revista “Piauí” e desmentiu as declarações nas quais supostamente desqualifica outros membros do Governo.

 


Jobim, jurista e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter qualificado de “fraquinha” a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e declarou que essa informação, divulgada nesta quinta-feira pelo jornal “Folha de S. Paulo” faz parte de um “jogo de intrigas”.

 

De acordo com o jornal, Jobim também disse que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann “nem sequer conhece Brasília” em entrevista que deve ser publicada na sexta-feira pela “Piauí”.

 

“Em nenhum momento, fiz referências dessa natureza a ela (Ideli)”, disse o ministro, citado em comunicado oficial.

 

Segundo a nota, Jobim elogiou a ministra de Relações Institucionais e rejeitou ter feito comentários depreciativos sobre outros integrantes do Governo. “Reconheço em Ideli uma capacidade e tenacidade importantíssimas na condução de assuntos dentro do Congresso”, ressaltou o ministro.

 

Essas supostas declarações aparecem depois de Jobim ter reconhecido publicamente que nas últimas eleições presidenciais votou em José Serra, de quem se declarou “amigo íntimo”.

 

Em entrevista ao programa “Poder e Política – Entrevista”, do Grupo Folha-UOL, Jobim manifestou que permaneceu “totalmente afastado” da campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff por razões “pessoais inamovíveis”.

 

O ministro, que já ocupou a pasta da Defesa durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participou nesta quinta-feira na cidade de Tabatinga, no Amazonas, da assinatura de um acordo de um plano de segurança bilateral de fronteiras com autoridades colombianas.

 

No ato também estavam presentes o vice-presidente Michel Temer e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, entre outras autoridades.

 

Segundo a “Folha”, Dilma conversou brevemente com Jobim nesta quinta-feira, por telefone, antes de seu retorno a Brasília, para comunicar que a única saída possível à crise era que apresentasse sua renúncia.

 

De acordo com esta versão, caso o ministro se oponha a renunciar, a presidente será obrigada a destituí-lo.

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