Onze dias depois de não ter sequer subido ao pódio do Mundial de atletismo, Yelena Isinbayeva conseguiu se recuperar nesta sexta-feira: de volta às competições, na etapa de Zurique da Golden League, a russa não só venceu como estabeleceu o novo recorde mundial do salto com vara: 5,06m.
A marca anterior, 5,05m, era da própria Isinbayeva e havia sido feita nas Olimpíadas de Pequim. Trata-se da 27a vez que a russa consegue bater o recorde mundial da prova – além dela, nenhuma mulher jamais conseguiu ultrapassar a barreira dos cinco metros.
Quem mais perto chegou de Isinbayeva foi outra russa, Svetlana Feofanova, que chegou aos 4,88m em julho de 2004. Apoiada pelo ginásio lotado, Yelena demonstrou bastante concentração para tentar o recorde mundial. Assim que se deu conta do sucesso, a atleta saiu correndo para comemorar e abraçar seu técnico, Vitaly Petrov, que estava na arquibancada.
No rosto da atleta, um misto de sorrisos e lágrimas. Campeã mundial em Berlim, a polonesa Anna Rogowska teve que se conformar com o segundo lugar com 4,76m, um centímetro a mais do que obteve na Alemanha. A brasileira Fabiana Murer também se redimiu do quinto lugar no Mundial, ficando com o bronze ao saltar 4,71m, 16 centímetros melhor que na competição mais importante da temporada.
Na decisão do Mundial, Isinbayeva colocou o sarrafo inicialmente em 4,75m, mas não conseguiu ultrapassá-los nas três tentativas que teve, terminando a final em último lugar. Já na Suíça, a saltadora admitiu que o excesso de confiança a atrapalhou.
“Estava pensando em outras coisas, pois achava que aquela competição era fácil demais. Sabia que 4,80m, 4,85m seria suficiente para a vitória e depois tentaria o novo recorde mundial. Mas estava tão confiante que perdi um pouco da concentração”, afirmou a atleta, que evitou fazer qualquer previsão para esta sexta.
Desta vez, porém, a russa não escondeu a alegria, especialmente na hora de tirar as fotos ao lado do placar que mostrava a sua nova marca. Com o resultado, Isinbayeva conquistou sua quinta vitória no ano na Golden League e precisa apenas de mais um êxito, semana que vem na Bélgica, para embolsar o prêmio de US$ 1 milhão dado àqueles que permanecem invictos na competição.