A indústria brasileira continua pessimista frente à recuperação das exportações e à recuperação do emprego, apesar de considerar que o pior da crise mundial já passou, revelou hoje uma pesquisa da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) feita com empresas do setor.
Na opinião dos empresários, a demanda externa ainda é frágil e a carga tributária continua alta, o que “impede uma recuperação mais rápida”.
O estudo correspondente ao segundo trimestre do ano mostrou uma melhoria nos indicadores que, no entanto, se mantêm em um nível de “pessimismo”.
Numa escala de zero a 100 pontos que avalia o otimismo do setor industrial, as previsões sobre as exportações passaram de 39,5 pontos, no primeiro trimestre, para os atuais 48,2, enquanto no aspecto de geração de emprego, se passou de 43 pontos, em março, para os 49,5 em junho.
Apesar do aumento, todas as cifras abaixo de 50 pontos são consideradas dentro do nível de pessimismo.
Os melhores resultados apareceram nos índices de volume de produção, que passou de 32,9 para 50,9 pontos e o de utilização da capacidade instalada, que subiu de 67 para 71 pontos.