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Brasil

Idoso, estudante e mulher estão entre os mortos no Rio

Arquivo Geral

24/11/2010 19h35

O intenso tiroteio de hoje entre policiais e traficantes na Vila Cruzeiro, na Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, resultou em mortes de civis sem nenhuma relação com o confronto, no qual quatro pessoas morreram e 11 ficaram feridas. Entre os mortos estão um idoso, uma adolescente e uma mulher. A incursão policial começou pela manhã com 100 homens de seis batalhões na Vila Cruzeiro e nos morros da Fé, do Sereno, da Caixa D’água e de Chatuba, que integram o Complexo da Penha.

Muitos tiros depois, três feridos sem gravidade foram atendidos no Hospital Estadual Getúlio Vargas (HGV). Romário Marques, de 40 anos, foi atingido com um tiro de raspão e teve alta pouco depois. Em seguida, um cabo da Polícia Militar (PM) foi ferido de raspão no braço direito no Morro da Fé. Sem correr risco de vida, ele foi transferido para o Hospital Central da PM. O último atingido foi o empresário Álvaro Lopes, de 81 anos, baleado no braço direito.

“Estava no pátio da empresa e os empregados gritaram para que eu entrasse. O caveirão (carro blindado da PM) passou, ouvi os tiros e apenas senti o braço ardendo”, disse Lopes. Ele foi liberado logo em seguida.

À tarde, após a chegada do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o confronto ficou concentrado na Vila Cruzeiro. O comércio fechou nas avenidas Brás de Pina e Nossa Senhora da Penha. Do alto da Igreja Nossa Senhora, homens com rádios transmissores em frequência aberta informavam a posição dos policiais para comparsas no interior da favela. Na troca de mensagens, os traficantes se despediam com a frase “UPP é o c…”, em referência à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

A adolescente Rosângela Barbosa Alves, de 14 anos, morreu após ser baleada nas costas quando voltava da escola, uniformizada. Bárbara Carolina Oliveira Silva, de 16 anos, também levou um tiro nas costas quando voltava da escola, mas estava em observação. Janaína Romualdo dos Santos, de 43, morreu durante o atendimento hospitalar. Um homem de 60 anos, ainda não identificado, também não resistiu e morreu no centro cirúrgico do HGV. Além deles, Rafael Felipe Aurídes Gonçalves, de 29 anos, chegou morto ao hospital com tiros no rosto, na cabeça e tórax.

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