Campeãs mundiais em 1994, a pivô Alessandra e a armadora Helen Luz se despediram da camisa amarela da seleção brasileira de basquete com o nono lugar no Mundial. Isto, entretanto, não significa que elas ficarão afastadas da equipe: no que depender de Hortência, as duas voltarão em breve a ter participação no time verde-amarelo. Só que, desta vez, fora das quadras.
“Eu conto com a Helen como minha gerente e conto com a Alessandra em algum cargo que eu ainda vou estudar”, comentou a diretora de seleções femininas da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). “Vamos capacitar a Helen e a Alessandra será alguma coisa internacional, porque ela fala cinco línguas e conhece tudo e todos no mundo inteiro”, afirmou.
Respectivamente com 38 e 37 anos, Helen e Alessandra já tinham se despedido da seleção, mas mudaram de ideia para atender a um pedido da “Rainha do Basquete”, que assumiu o cargo em maio de 2009 disposta a fazer uma revolução na modalidade depois de anos de má gestão por parte do ex-presidente da CBB, Gerasime “Grego” Bozikis.
Como reconhecimento, a despeito da má campanha da República Tcheca, elas foram homenageadas em Karlovy Vary, onde o time nacional fez suas últimas partidas no Mundial.
“Fizemos uma homenagem para elas, levamos flores e tudo. Elas ficaram super emocionadas. Não na quadra, mas as duas continuam com a gente”, assegurou Hortência. “As duas são muito importantes para esta continuidade e temos que ter pessoas do basquete trabalhando juntas”, destacou.