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Brasil

Governo ainda precisa retirar 3 milhões de toneladas de milho do mercado, diz Stephanes

Arquivo Geral

07/08/2009 0h00

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje (7) que ainda é necessário retirar do mercado 3 milhões de toneladas de milho colhidas na Região Centro-Oeste. Neste ano, o governo já retirou do mercado 6 milhões de toneladas do cereal. De acordo com Stephanes, o volume de recursos para as operações a serem realizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que ainda depende de negociação com o Ministério da Fazenda, será divulgado até segunda-feira (10).


Stephanes afirmou que a produção de 2 milhões de toneladas a mais que o esperado foi uma surpresa positiva, embora isso tenha afetado os produtores negativamente. Para que o preço do milho pago ao produtor não caia mais e desestimule o plantio para a próxima safra, o governo precisa atuar fortemente no setor, disse ele.


“Temos que tomar muito cuidado porque, da política que adotarmos agora, dependerá o maior ou menor plantio na próxima safra. É importante que se sustente uma boa política de milho”, afirmou.


Produtores do cereal no Centro-Oeste reclamam dos preços vigentes na região, abaixo do preço mínimo de garantia estabelecido pelo governo, e também da falta de locais para estocar o produto. A preocupação do governo com a produção de milho na safra que se inicia se deve ao fato de o cereal ser a principal matéria-prima usada na criação de aves e suínos do país e a escassez do produto, ou a um forte aumento nos preços afetaria outros setores.


Em entrevista, o ministro, que vai tirar uma semana de férias, falou hoje sobre as expectativas para o setor no segundo semestre. Ele disse que viaja tranquilo porque deixa como substituto para cuidar das negociações sobre os próximos leilões de apoio à comercialização de alimentos o secretário executivo do ministério, Geraldo Fontelles, que trabalhou durante 15 anos como assessor especial do Ministério da Fazenda para assuntos ligados ao setor agropecuário.


 



 

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