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Brasil

Governo abrirá financiamento para rádios migrarem para o sistema digital

Arquivo Geral

01/08/2007 0h00

Uma linha de financiamento será a medida do governo federal para que as rádios consigam migrar da tecnologia analógica para a digital. “Vai ser como se ela tivesse que comprar um novo transmissor, approved o que acontece a cada quinze anos no máximo”, click afirma o ministro das Comunicações, Hélio Costa. O país possui aproximadamente sete mil rádios registradas. Cerca de 4,5 mil são comerciais e públicas e cerca de 2,5 mil são comunitárias.

Segundo o ministro, um transmissor de um quilowatt analógico – potência da maioria das rádios do país – não sai hoje por menos de R$ 40 mil. “Junto com o transmissor, você precisa de dois aparelhos, no mínimo. O que chega a quase R$ 80 mil”.

Para a transmissão analógica, o transmissor mais os aparelhos “podem chegar a R$ 120 mil”, prevê. Porém, segundo a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), o preço da transição de uma rádio será de US$ 80 mil a US$ 125 mil.

Para uma rádio comunitária, o ministro afirma que o gasto será menor, uma vez que “é preciso um transmissor com 0,25% dessa potência. Aí o preço cai verticalmente”.

Ele acredita também que o preço deverá sofrer queda quando começar a ser comercializado. “Essas coisas são tão absorvidas pelo mercado que, na hora em que decidirmos pelo sistema e começarmos a fabricar transmissores de baixa potência no Brasil, vamos ter um custo imediatamente diminuído”, afirma.

“Isso aconteceu com a TV digital. Quando iniciamos a discussão, só a peça mais importante do Setup Box custava em torno de US$ 80. Um ano depois, caiu para US$ 25”, compara.

Ontem (31), o coordenador Geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Celso Schroder, disse que as rádios comerciais menores e as rádios comunitárias podem ser prejudicadas com a migração da transmissão do sistema analógico para o digital.

“O padrão americano tem elementos prejudiciais para as pequenas rádios, que é o custo elevado. Inviabiliza não somente as rádios comunitárias, mas boa parte das rádios comerciais do país”, diz.

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