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Brasil

Genoma do orangotango apresenta 97% de coincidências com o humano, diz estudo

Arquivo Geral

26/01/2011 16h43

Um consórcio internacional de pesquisa sequenciou o genoma do orangotango e identificou 97% de coincidências genéticas com o ser humano, segundo publicou esta semana a revista “Nature”.

Cientistas do Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona (UPF-CSIC) e do Instituto de Oncologia da Universidade de Oviedo colaboraram neste trabalho, dirigido pelo cientista Devin Locke, da Universidade de Washington de St. Louis, que é fruto da colaboração de mais de 30 laboratórios de sete países.

Os pesquisadores identificaram mais de 3 milhões de pares de bases que constituem o genoma do orangotango, um animal com o qual o homem compartilhou um antepassado comum há mais de 12 milhões de anos.

Apesar das grandes coincidências genéticas do ser humano com o orangotango, “os humanos não são tão parecidos com a espécie, nem com o resto deles como se pensava há alguns anos”, explicou Arcadi Navarro à Agência Efe, coordenador do estudo apresentado pelos pesquisadores da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona, onde leciona a disciplina de genética.

O cientista, que é também professor do Instituto de Biologia Evolutiva (UPF-CSIC), acrescentou que “graças às técnicas modernas se detectaram diferenças muito importantes em certos fragmentos do genoma de uns e outros, e isso nos faz muito diferentes”.

Esses 3% de diferenças nas zonas comuns do genoma representam cerca de 90 milhões de variantes não comuns.

“Só nesses fragmentos do genoma não compartilhados poderia ter até dezenas de genes que nós temos, mas os orangotangos não, e vice-versa”.

Segundo os cientistas, com a sequenciação do genoma do orangotango se ampliou o conhecimento genômico dos primatas vivos, entre eles, o homem e o chimpanzé.

Por outro lado, também já foram sequenciados os genomas dos extintos “Homo Neandertal” e do “Denisova hominin”.

Os dados obtidos a respeito do orangotango apresentam pistas para entender a evolução dos hominídeos e o processo até a aparição do ser humano.

Além disso, o estudo oferece informação sobre os mecanismos sobre as reorganizações cromossômicas de doenças como o câncer.

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