Menu
Brasil

Garcia diz que faltou cortesia a chanceler de Israel ao boicotar visita de Lula ao país

Arquivo Geral

16/03/2010 11h37

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, criticou hoje (16) a reação do ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman. O israelense boicotou a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Israel por ele não ter visitado o túmulo do chamado “pai do sionismo”. Para Garcia, a atitude de Lieberman foi uma falta de consideração.

“Podemos classificar a atitude de Lieberman como um ato de descortesia”, disse Garcia em entrevista coletiva em Jerusalém, capital de Israel. Segundo ele, o impacto da ausência do chanceler nas conversas com Lula não prejudica a passagem do presidente pela região. “De jeito nenhum. Isso não compromete o sucesso da visita a Israel”, disse ele, de acordo com informações da BBC Brasil.

Segundo setores da imprensa israelense, o chanceler de Israel boicotou a visita de Lula porque a comitiva brasileira se recusou a visitar o túmulo de Theodor Herzl, fundador do movimento sionista cujo aniversário de 150 anos está sendo comemorado pelo governo de Israel.

Garcia lembrou que na visita ao Brasil do presidente de Israel, Shimon Peres, a recepção não envolveu restrições nem boicotes. “O presidente Lula o recebeu com a maior cortesia, e chegou a abrir uma exceção, porque normalmente presidente recebe presidente e seria de praxe que o chanceler tivesse sido recebido pelo nosso chanceler”, disse ele.

Segundo o assessor especial, Lula reagiu com tranquilidade à iniciativa do chanceler israelense. “O presidente Lula tem mais coisas com o que se preocupar do que com esse assunto”, disse ele.

Garcia disse que a comitiva brasileira não visitou o túmulo de Herzl porque não estava prevista na agenda preliminar do presidente da República.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado