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Brasil

Gaeco prende secretário e marido da prefeita de Bauru em operação

Operação investiga esquema de fraude em licitação de R$ 5,2 bi do lixo.

Redação Jornal de Brasília

16/10/2026 8h50

renato purini

Foto: Divulgação

O marido da prefeita de Bauru (SP) e atual secretário de Governo do município, Renato Purini, foi preso na manhã desta sexta-feira (16/10) durante operação do Gaeco, órgão do Ministério Público. A ação também cumpriu mandados de busca e apreensão na residência da prefeita Suéllen Rosim (PSD) e no prédio da Prefeitura.

A operação é um desdobramento da “Operação Cavalo de Troia”, que investiga fraudes na licitação da concessão do sistema de gestão de resíduos sólidos da cidade. O contrato, projetado para 30 anos, tem valor estimado em R$ 5,2 bilhões, sendo o maior da história do município.

Segundo o Ministério Público, o esquema tinha o objetivo de direcionar as regras do edital a favor da empresa Estre Ambiental. A investigação aponta que a então secretária municipal de Meio Ambiente, Cilene Bordezan, mantinha um relacionamento amoroso com o diretor-executivo da empresa, Hamilton Libório Agle, o que permitia que a concessionária elaborasse documentos oficiais de dentro do governo.

A apuração começou em março a partir de denúncias de ameaças contra catadores de materiais recicláveis da Ascam. O monitoramento telefônico do casal ligado à associação revelou articulações para pedir propinas e interferir na licitação do lixo, com participação de secretários municipais e executivos de empresas.

Em nota, a Prefeitura de Bauru confirmou a realização da operação nas dependências do Executivo, mas disse que ainda não teve acesso aos detalhes do inquérito. “Até o momento, o Município não foi oficialmente informado sobre o objeto da ação”, afirmou o governo municipal.

Uma operação anterior do Gaeco, também parte da investigação, resultou na prisão temporária de sete pessoas. Entre os detidos estavam ex-secretários municipais, executivos da Estre Ambiental e o casal ligado à Ascam.

Uma das envolvidas, a funcionária da Estre Ambiental Talita Andrade, deixou a penitenciária no dia 7 de outubro e agora cumpre prisão domiciliar. A mudança de regime foi autorizada pela Justiça após pedido da defesa, que alegou razões de saúde e o cuidado com uma filha.

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