A McLaren alegava que os carros de Nick Heidfeld, Robert Kubica (ambos da BMW Sauber) e Nico Rosberg (Williams) fizeram um armazenamento da gasolina com uma menor temperatura que o permitido pelo regulamento da corrida. Assim, Lewis Hamilton, que terminou a prova em sétimo lugar, ficaria em quarto e ultrapassaria em pontos o finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, o vencedor do GP.
Com a vitória, o ferrarista chegou a 110 pontos e conquistou o título pela primeira vez na carreira. O resultado da FIA mantém o britânico como o vice-campeão, um ponto atrás, ao lado do agora ex-companheiro Fernando Alonso.
A decisão da FIA foi anunciada um dia depois de todas as partes envolvidas no caso se pronunciarem numa sessão na sede da entidade, em Londres. A Corte Internacional de Apelação considerou inadmissível o recurso da McLaren.
Confira, na íntegra, o texto da FIA sobre a apelação da McLaren:
De acordo com o relatório do delegado técnico, que indicava que a temperatura do combustível dos carros número 9 (Nick Heidfeld), número 10 (Robert Kubica), número 16 (Nick Heidfeld) e número 17 (Kazuki Nakajima) estaria mais de dez graus centígrados abaixo da temperatura ambiente, os comissários se reuniram para considerar se alguma penalidade lhes deveria ser imposta.
Tendo analisado as evidências, os comissários decidiram não penalizar nenhum dos carros, pois havia muitas dúvidas tanto quanto à temperatura do combustível de cada carro, quanto sobre a real temperatura ambiente do local da prova.
Tendo ouvido os argumentos de ambas as partes (Ferrari e McLaren), e tendo examinado vários documentos e evidências, o Tribunal decidiu que a apelação feita pela McLaren-Mercedes é improcedente.