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Brasil

Falta ao Rio políticas públicas preventivas para crianças e adolescentes, diz especialista

Arquivo Geral

20/08/2009 0h00

O município do Rio de Janeiro carece de políticas públicas preventivas para crianças e adolescentes por falta de visão de longo prazo, não por falta de dinheiro, disse hoje (20) a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente da Cidade do Rio de Janeiro (CMDCA-Rio), Deise Gravina. Ela coordenou a 8º Conferencia Municipal para dos Direitos da Criança e do Adolescente encerrada hoje na capital fluminense.

“Está claro que políticas para tirar as crianças da rua são muito mais caras e menos eficazes do que as políticas preventivas, que evitam que elas cheguem à rua”, afirmou.

De acordo com um estudo do CMDCA,-Rio, o custo diário de um programa preventivo é de R$ 3,40 por criança. “É suficiente para pagar os educadores, uniformes, o material esportivo, lanche. Todos os gastos. Já a manutenção de um abrigo para menores, por exemplo, custa em média R$ 50 por dia, por criança”, disse.

Para Deise Gravina, a prevenção está diretamente ligada ao acesso à educação de qualidade, com atividades extra-classes e investimentos maciços em educadores e novos locais para as atividades.


“Segundo os dados da Secretaria de Educação do Município do Rio, existem 700 mil crianças matriculadas na rede pública. Mesmo que apenas 10% estejam em área de risco, só aí já temos uma demanda de 70 mil crianças. É preciso um gestor corajoso, que saiba que os frutos só vão ser colhidos daqui há oito ou 12 anos. Só assim podemos evitar que essas crianças acabem em abrigos, envolvidas com o tráfico, o vício e a prostituição”, afirmou.

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