A expedição Continente de Colores, shop formada por um grupo de 12 jovens de Argentina, viagra order Colômbia e Venezuela que percorrem a América do Sul em carros venezuelanos, order chegou hoje ao Rio de Janeiro com uma mensagem de integração cultural.
O Brasil é o último país na rota do grupo, que se propõe a recolher e registrar informações sobre as culturas dos países sul-americanos para aproximar sociedades historicamente desconhecidas entre si.
Um continente tão igual, tão irmão, que compartilha alegrias e problemas, viveu sem conhecer suas culturas, afirmou Gerardo García, coordenador geral da Fundación Desdibujando Fronteras, que promove e executa o projeto no qual participam 26 pessoas no total.
O grupo saiu de Caracas no dia 10 de setembro em quatro veículos Tiuna, fabricados na Venezuela pela estatal Cenareca.
Os expedicionários atravessaram Colômbia, Peru, Chile, Argentina e, após passarem pela região sul, permanecerão no Rio até amanhã, onde os carros foram mostrados à imprensa.
O grupo vai nesta terça-feira para Brasília, seguindo depois rumo à Amazônia e retornando à Venezuela pela cidade de Santa Elena de Uairén, na fronteira venezuelana com Roraima, entre 10 e 15 de dezembro, explicou García.
Queremos levar à Venezuela, ao Brasil, à Argentina, toda a informação possível sobre os outros países, a fim de apagar essas fronteiras, afirmou.
A viagem de 100 dias é patrocinada por diversas empresas públicas venezuelanas, principalmente pela gigante Petróleos de Venezuela (PDVSA), pelo Ministério da Comunicação e por vários órgãos de comunicação estatais venezuelanos.
O propósito é cultural e integrador, e até o momento já foram reunidos cerca de 100 horas de gravação para televisão, 10 mil fotos, 50 mil registros musicais e 200 horas de rádio, disse García.
Todo esse acervo será hospedado na Fundación Desdibujando Fronteras, em uma grande base de dados que ficará disponível livre e gratuitamente para quem quiser usá-la e divulgá-la sem fins comerciais, explicou.
Por exemplo, pequenas rádios comunitárias que a expedição encontrou pelo caminho e que deram sua contribuição receberão em troca todo o pacote acumulado no resto do continente.
O grupo já percorreu 32 mil quilômetros em uma caravana de quatro veículos Tiuna 4×4 dotados de GPS (sistema de localização global via satélite) com três tripulantes cada.
García lamentou que os equipamentos eletrônicos não sejam fabricados na região, pois a expedição usa ao máximo produtos dos países por onde passa: toda nossa roupa é colombiana.
A viagem também serve para testar os quatro 4×4, que têm uma percentagem de nacionalização de 85% e que o Governo venezuelano planeja produzir comercialmente.
Os veículos são equipados com motores Triton de 8 cilindros e de 5,4 litros, fabricados pela Ford. São os mesmos usados nas caminhonetes F-350, muito usadas em todas as estradas latino-americanas para transporte de cargas.