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Brasil

Expectativa de vida dos brasileiros sobe para 73,17 anos em 2009

Arquivo Geral

01/12/2010 12h36

A expectativa de vida dos brasileiros ao nascer era de 73,17 anos em 2009, o que representa aumento de 10 anos, sete meses e seis dias em relação a 1980, como divulgou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Isso significa que a expectativa de vida dos brasileiros aumentou em média anual de quatro meses e 12 dias nas últimas três décadas graças à redução da mortalidade infantil e aos avanços na saúde.

 

A expectativa de vida, um dos indicadores utilizados pela ONU para medir o Índice de Desenvolvimento Humano, pode chegar a 81,29 anos no Brasil em 2050.

Comparativamente, o Brasil ainda está longe dos índices alcançados por países como Japão (82,7 anos), Islândia (81,8), França (81,2) e Canadá (80,7), que são os primeiros da lista, conforme os dados das Nações Unidas citados pelo IBGE.

Brasil é superado por outros países ibero-americanos como Costa Rica (78,8 anos), Portugal (78,7), Cuba (78,6), Chile (78,5), Uruguai (76,2), México (76,1), Argentina (75,2) e Venezuela (73,8).

No entanto, o país supera outros como Colômbia (72,8 anos), Paraguai (71,8), El Salvador (71,4), Bolívia (65,5) e Haiti (61,2).

Apesar do aumento da expectativa de vida da população em geral, ainda permanecia em 2009 a ampla diferença de gênero.

A esperança de vida para as mulheres aumentou em 11,26 anos desde 1980, até 77,01 anos em 2009, e a dos homens cresceu 9,76 anos no mesmo período, até 69,42 anos em 2009.

Para essa diferença contribuiu especialmente o aumento da mortalidade dos homens jovens.

Enquanto em 1980, a possibilidade de morte de um homem antes de completar 23 anos era duas vezes superior a de uma mulher da mesma idade, no ano passado essa diferença dobrou: para cada morte de mulheres de menos de 23 anos se registram 4,5 mortes de homens da mesma idade.

“Como os óbitos de natureza violenta afetam com mais intensidade à população masculina, consequência direta é o aumento da diferencial entre a expectativa de vida de homens e mulheres”, explica o IBGE.

O estudo informou igualmente que a taxa de mortalidade infantil no Brasil caiu de 69,12 mortes para cada mil crianças menores de um ano nascidos vivos em 1980 para 22,47 mortes para mil crianças nascidas vivas em 2009.

“Os programas de vacinação em massa, de incentivo à amamentação, e de atenção à gestante e ao recém-nascido nos últimos 28 anos, assim como uma relativa expansão do saneamento básico, entro outros fatores, ajudaram à redução da mortalidade infantil e na mudança de perfil”, detalhou IBGE.

O instituto calcula que, ao ritmo atual, o Brasil alcançará em 2015 o objetivo de Desenvolvimento do Milênio da ONU com relação à mortalidade infantil, que é reduzir esse indicador em dois terços a respeito dos dados de 1990.

 

Se a atual tendência de declínio se mantém, a taxa de mortalidade infantil no Brasil cairá para 15 crianças mortas para cada mil nascidos vivos em 2015.

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