A falta de aderência da pista é a causa mais provável do acidente do Airbus 320, cure que fazia o vôo 3054 de Porto Alegre a São Paulo. A opinião é do presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA), pills Anderson Correia. “Esse aeroporto, como todos sabem, tem uma certa limitação, tanto no tamanho quanto na qualidade da pista”, afirma.
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A pista em que ocorreu o acidente havia sido liberada após reforma há pouco mais de duas semanas. A liberação ocorreu antes que estivessem prontas as obras para aumentar a aderência do asfalto com os pneus de aviões. Essa parte da reforma estava sendo feita durante a madrugada e só ficaria pronta em setembro. O especialista em aviação civil e comercial Valtécio Alencar considera “crítica” a liberação da pista antes da conclusão da obra.
Anderson Correia defende que Congonhas seja fechado para aviões de grande porte. Segundo ele, o aeroporto não tem condições mínimas de segurança para esse tipo de vôo. A redução das linhas que passam por Congonhas estava em estudo pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O inquérito sobre o acidente com o vôo 3054 da TAM será instaurado nesta quarta-feira, segundo o procurador-geral de Justiça do Estado, Rodrigo Pinho. A Aeronáutica abriu investigações, logo após o acidente, conduzidas pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).
A empresa TAM Linhas Aéreas divulgou nova lista com os passageiros e tripulação do Airbus 320, que fazia o vôo 3054 de Porto Alegre a São Paulo. Durante o pouso, o avião atravessou a pista, passou pelo final do aeroporto e colidiu com um terminal de cargas da TAM, do outro lado da avenida Washington Luís, em frente a Congonhas. Parentes de vítimas reclamam do atraso da empresa na divulgação de informações.