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Brasil

Engenheiro acusado de sabotar a Ferrari ainda não foi condenado

Arquivo Geral

23/11/2007 0h00

Nigel Stepney, ex-engenheiro da Ferrari acusado de sabotar sua equipe e fornecer informações sigilosas da mesma para a McLaren através do projetista Mike Coughlan, ainda não foi condenado pela Justiça italiana. Nesta sexta-feira, a advogada de Stepney negou notícias que circulavam na mídia do país de que cientistas teriam provado que o ex-ferrarista teria culpa no caso ao analisar um pó encontrado no carro de Kimi Raikkonen.

Stepney teria sido apontado como culpado por causa de um exame comparativo entre esse pó estranho com um encontrado em sua casa. No entanto, Sonia Bartolini, advogada do réu, afirmou que este exame ainda não foi feito e que por isso seu cliente não pode ser considerado culpado.

“Considerando que nós ainda estamos questionando o modo como o tal pó que pode incriminar meu cliente foi coletado, recebemos com espanto as notícias que tratam da análise da substância encontrada no apartamento de Nigel Stepney”, afirmou a advogada ao jornal Gazzetta Dello Sport.

“Este exame ainda não foi carregado pelos experts, que estão em contato para ver como tirarão a prova do incidente probatorio (espécie de local de armazenamento que preserva a evidência), que está marcado para acontecer entre 5 e 10 de dezembro”, disse Bertolini. “Então, neste momento, não há nenhuma evidência de responsabilidade do meu cliente no caso”.

O ex-engenheiro foi demitido da Ferrari e responde a processos na Itália e Inglaterra, ambos abertos pela ex-equipe do réu. Tanto ele quanto Mike Coughlan, o projetista da McLaren que recebeu o documento contendo informações confidenciais do time de Maranello, foram suspensos e pouco depois banidos da Fórmula 1.

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