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Brasil

Enchentes deixam mais de 3.000 pessoas fora de casa em Pernambuco

A cidade mais atingida é Goiana, a cerca de 65 km do Recife, onde 481 pessoas foram encaminhadas para abrigos e cerca de 900 estão desalojadas

Redação Jornal de Brasília

29/06/2026 17h37

enchentesem pernambuco

Foto: Reprodução/TV Globo


FOLHAPRESS

Mais de 3.000 pessoas estão fora de casa após as enchentes na zona da mata de Pernambuco, de acordo com a Defesa Civil estadual.

A cidade mais atingida é Goiana, a cerca de 65 km do Recife, onde 481 pessoas foram encaminhadas para abrigos e cerca de 900 estão desalojadas após a enchente do rio Goiana. No município, o volume de chuva ultrapassou 110 mm neste domingo.

Um rebanho de gado ficou ilhado na zona rural de Goiana. A expectativa, de acordo com a prefeitura, é que os animais comecem a ser resgatados a partir desta terça-feira (30), com a redução do nível da enchente.

É a segunda tragédia climática a atingir o município em menos de dois meses. No início de maio, a cidade entrou em situação de emergência após o impacto de chuvas fortes.

À época, a cidade registrou quase 170 mm de chuva em 24 horas segundo informações da Apac (Agência Pernambucana de Águas e Clima), o que provocou danos em casas e escolas.

Já em Timbaúba, 1.578 pessoas estão desalojadas e 13 estão em abrigos em razão da cheia do rio Tracunhaém, que deságua no rio Goiana.

Além disso, há 29 pessoas desabrigadas em Macaparana, 60 desalojadas em Vicência e cinco desalojadas em São Vicente Férrer.

O governo de Pernambuco disse que enviou para Goiana 400 kits de higiene, 400 kits de limpeza, 700 colchões e 1.400 lençóis. Para Timbaúba, foram encaminhados 200 colchões, 400 lençóis, 50 kits de limpeza, 100 kits de higiene, 200 garrafas de água mineral de cinco litros e 41 cestas básicas.

Ao menos cinco rios pernambucanos atingiram ou superaram a cota de inundação. Além do Goiana e do Tracunhaém, os rios Pirangi, Capibaribe Mirim e Siriji também ultrapassaram esse nível.

Segundo a Apac, a tendência é de chuva fraca na zona da mata e na Região Metropolitana do Recife até pelo menos sábado (4).

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