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Brasil

Em casa, Osasco tenta o tetra neste sábado. Rexona quer estragar a festa

Arquivo Geral

13/04/2007 0h00

Uma vitória. É apenas isso que o Finasa/Osasco precisa para fechar a série melhor-de-cinco que decide a Superliga feminina e devolver para o Rexona/Ades o vice-campeonato da última temporada. As duas equipes se enfrentam neste sábado, a partir das 9h30 no ginásio Municipal José Côrrea, em Barueri, com transmissão da TV Globo e do Sportv.


 


Os dois clubes são supremos no atual vôlei feminino brasileiro. As paulistas buscam seu quarto título na competição, enquanto as cariocas tentam forçar o quinto jogo, em Niterói, também de olho no tetra. Osasco e Rexona também decidiram a final nas temporadas 2004/2005 e 2005/2006, com uma vitória para cada lado. Vale lembrar que os dois duelos terminaram em 3 jogos a 2.


 


E é exatamente o histórico equilibrado que faz o Osasco pensar em um jogo muito duro, apesar da vantagem de ter a maior parte da torcida a favor. “Estamos a um passo do tetra, ficamos um pouco ansiosas. Com certeza não vai ser nada fácil ganhar, porque é tudo ou nada para elas”, avaliou a ponteira Natália. “Mas vamos para tentar confirmar este tetracampeonato”, assegurou.


 


No Rexona, o maior problema está no banco de reservas. Treinador da equipe, Bernardinho terá que ficar nas tribunas, uma vez que tomou três cartões amarelos na competição e foi suspenso. O comando do time estará com o auxiliar Helio Griner, mas o técnico tem participado ativamente de todos os treinos da semana. O objetivo é evitar os erros do terceiro jogo, quando o Rexona chegou a estar vencendo por 2 sets a 0, mas tomou a virada, principalmente por conta do forte bloqueio das rivais.


 


“O Osasco tem essa virtude e não dá para se equiparar. Temos que fazer o nosso melhor. Foi mérito, claro, mas nossa opção tática beneficiou o bloqueio delas, que é o ponto forte do time”, comentou Bernardinho, que também elogiou bastante as ponteiras adversárias. “Nós somos diferentes neste aspecto, então temos que equilibrar de outra maneira”, emendou.


 


Para o treinador, apesar da altura (Thaisa tem 1,96m, dois centímetros a mais que Fabiana), suas centrais não são tão eficientes no bloqueio quanto Carol Gattaz e principalmente Adenízia e Valeskinha, que formaram um verdadeiro paredão no último sábado. “As nossas centrais são mais jovens e têm menos experiência na leitura de jogo, além de serem um pouco mais lentas. É um time novo, com jogadoras que agora estão experimentando a sensação de serem referências, caso da levantadora Dani Lins. E isso, na primeira vez, pode não ser muito confortável”, ressaltou.


 


Para o técnico do Osasco, Luizomar de Moura, seu time tem que continuar seguindo a mesma trilha se quiser ficar com o título. “A equipe do Rexona é extremamente equilibrada em todos os fundamentos, assim como a nossa. Isso se reflete no equilíbrio da série. Temos que continuar fazendo o nosso trabalho”, discursou.


 


Segundo Valeskinha, que vai para a sua décima final de Superliga, o foco dos treinos da semana foi exatamente este. “Estamos treinando bastante e vendo vídeos para conseguir ter a mesma eficiência do jogo passado. Elas virão forçando tudo. Acredito que vai ser um jogo como o terceiro, um 3 a 2, placares altos, vários ralis…”, prevê.


 


O clima de seriedade e respeito ao adversário é o mesmo no time carioca. “No último jogo, ficamos em um momento de dificuldade, pois o passe não estava saindo e as bolas que vinham já estavam marcadas pelo bloqueio delas. Mas trabalhamos bastante desde então e estamos preparadas para o que der e vier. É o jogo da nossa vida”, analisou a ponteira Sassá.


 


Sua colega de clube e de seleção brasileira, Renatinha, concorda. “Temos que melhorar um pouco de tudo, principalmente bloqueio e defesa. Mas não queremos devolver nada, apenas jogar bem e sair daqui com a vitória”, explicou.


 


Do lado do Osasco, há duas dúvidas quanto ao time que inicia a partida. Luizomar ainda não definiu quem será a levantadora titular: Fabiana ou Fernandinha, que começou o último jogo na reserva, mas se tornou um dos destaques da vitória no Rio. No meio-de-rede, a disputa também está entre Carol Gattaz e Adenízia, que também entrou muito bem na terceira partida.


 


“O mais importante é saber que todo mundo está preparado para, no caso de o treinador precisar, elas entrarem e resolverem. Está todo mundo preparado e a fim de jogar”, desconversa Luizomar. O restante do time deve ser formado por Elisangela, Paula Pequeno, Natália, Valeskinha e Arlene (líbero).


 


O Rexona, por sua vez, deve entrar com o mesmo time que começou o terceiro duelo: Dani Lins, Renatinha, Sassá, Regiane, Thaisa, Fabiana e Fabi (líbero).

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