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Ecam Projetos Sociais realiza ações de apoio ao povo Hexkaryana para coleta de produção

A demanda pela desobstrução dos igarapés Nyvota e Ámkahano partiu do próprio povo Hexkaryana, durante o planejamento da safra de castanha de 2021

Foto: Jeremias Amotxo (Presidente do CGPH)

A ação possibilitou que cerca de cem famílias indígenas participassem da coleta da castanha, destinadas à comercialização. A atividade representa um dos principais meios de geração de renda do povo Hexkaryana. A Ecam Projetos Sociais, em parceria com o Conselho Geral dos Povos Hexkaryana (CGPH), tem apoiado a coleta de castanha do povo Hixkaryana, localizados na região da Calha Norte, oeste do Pará.

A coleta é realizada todos os anos no início do mês de fevereiro com conclusão no final do mês de junho. O presidente do Conselho Geral dos Povos Hexkaryana (CGPH), Jeremias Amotxo, conta que o principal meio de subsistência do povo Hexkaryana vem da roça, incluindo o cultivo da castanha. “Nós nos alimentamos das roças e das florestas, da caça e pesca, para a nossa sobrevivência. Quando nós precisamos, vendemos nossos alimentos nas cidades para comprar alimentação também dos Karaywa (os brancos)”.

Foto :Jeremias Amotxo (Presidente do CGPH)

Mas até que os produtos estejam prontos para a comercialização, precisam percorrer um longo processo de cultivo e coleta. Neste sentido, a Ecam Projetos Sociais tem apoiado o povo Hexkaryana, por meio da doação de combustível, para a desobstrução dos igarapés Nyvota e Ámkahano, que servem como vias de acesso aos castanhais da região. “As árvores acabam caindo nas passagens de entrada das pequenas canoas, que são os caminhos dos igarapés. Por isso, todos os anos é preciso realizar a “limpeza”, para facilitar o acesso para a coleta nos castanhais”, explica o presidente do CGPH.

A demanda pela desobstrução dos igarapés Nyvota e Ámkahano partiu do próprio povo Hexkaryana, durante o planejamento da safra de castanha de 2021. Diante disso, em janeiro, o CGPH encaminhou à Ecam uma solicitação de apoio de combustível, para que os indígenas pudessem realizar a ação. “A desobstrução dos igarapés possibilitou que cerca de cem famílias indígenas de nove aldeias (Kassawa, Jutaí, Riozinho, Porteira, Cafezal, Matrinxã, Gavião, Torre e Belontra) participassem da atividade de coleta”, complementa Diego Nogueira, consultor da Ecam, que tem acompanhado as ações ao lado do povo Hexkaryana.

Com a coleta da castanha, os produtos poderão ser comercializados pela rede Origens Brasil, instituição que tem contribuído para a valorização e comercialização de produtos produzidos pelos povos da floresta – incluindo a castanha do povo Hexkaryana.

Nesta ação, a Ecam Projetos Sociais atua como parceira da rede Origens Brasil, compondo o Comitê Territorial da Calha Norte, criado para dar a assistência necessária aos povos e acompanhar as ações realizadas nos territórios. “O trabalho da organização indígena com as parceiras Ecam Projetos Sociais e Origens Brasil é muito importante para o povo Hexkaryana, pois fortalece a organização indígena para conseguir mais apoio nas atividades da comercialização da castanha”, finaliza Jeremias Amotxo, presidente do CGPH.

Para a realização da coleta e comercialização, o Conselho Geral dos Povos Hexkaryana (CGPH) contou com o apoio da Ecam Projetos Sociais, do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – Imaflora, da Cooperativa Mista dos Povos e Comunidades Tradicionais da Calha Norte – Coopaflora e do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena – Iepé.

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