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Brasil

Demanda de transporte aéreo sofre queda histórica em 2009

Arquivo Geral

27/01/2010 0h00

 


 A demanda de transporte aéreo sofreu em 2009 uma queda histórica, revelou hoje a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que também previu para 2010 perdas de US$ 5,6 bilhões no conjunto de companhias aéreas.


O desempenho econômico do setor equivaleu a 2,5 anos de crescimento perdidos no mercado de passageiros e até 3,5 anos perdidos no transporte de mercadorias.


“Em termos de demanda, 2009 ficará marcado nos livros de história como o pior ano para a indústria”, declarou o presidente do organismo, Giovanni Bisignani, ao comentar os resultados.


Em termos percentuais, a demanda de assentos nas aeronaves caiu 3,5% no ano passado, enquanto o comércio aéreo caiu 10,1%.


A Iata indicou que, apesar disso, o rendimento para as companhias começou a melhorar graças às estritas condições vigentes entre oferta e demanda nos últimos meses, embora esse rendimento continue entre 5% e 10% abaixo dos níveis de 2008.


“A melhora das receitas virá em um ritmo muito mais lento que a alta da demanda que estamos começando a observar”, sustentou Bisignani.


O presidente da entidade acrescentou que a rentabilidade “se recuperará ainda mais lentamente” e previu que as companhias aéreas perderão US$ 5,6 bilhões em 2010.


Em dezembro passado, o trânsito de passageiros aumentou 1,6% (após o ajuste sazonal dos números) em relação ao mês anterior e o 4,5% em relação a dezembro de 2008.


O transporte de carga ficou praticamente no mesmo patamar em dezembro frente a novembro, mas melhorou 24,4% em relação a 2008.


As companhias aéreas das regiões Ásia-Pacífico, Europa e América do Norte tiveram perdas na demanda de passageiros de 5,6%, 5% e 5,6%, respectivamente. Mas a região Ásia-Pacífico registrou uma recuperação notável em dezembro, com crescimento de 8%.


Nesse mesmo mês, a demanda nas companhias aéreas da Europa e América do Norte sofria uma contração de 1,2% e 0,4%, respectivamente.


As companhias aéreas do Oriente Médio e Extremo Oriente lideraram o crescimento do setor.


Na América Latina, o crescimento da demanda ficou praticamente estagnado (0,3%), uma situação que a Iata atribuiu ao impacto da pandemia de gripe no segundo e terceiro trimestre de 2009.


“A indústria começa 2010 com enormes desafios. O pior ficou para trás, mas ainda não é momento de comemorar. A perda de anos de crescimento significa que as companhias aéreas enfrentam outro ano espartano e que terão que tornar compatíveis a capacidade e a demanda, assim como limitar os custos”, ressaltou Bisignani.


Finalmente, o responsável da Iata declarou que o aumento das medidas de segurança nos aeroportos e nos aviões – após o atentado frustrado no dia de Natal – também acarreta em custos.


Bisignani indicou que as companhias aéreas já gastam US$ 5,9 bilhões anuais “no que essencialmente são medidas que concernem à segurança nacional”. Por isso, pediu aos Governos a assumir sua responsabilidade financeira nesse sentido.

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