Sem sequer subir ao pódio nas duas últimas edições da São Silvestre, os brasileiros têm um ótimo motivo este ano para sonhar novamente com bons resultados na tradicional prova do atletismo brasileiro: Marílson Gomes dos Santos está de volta à disputa. E, após quatro anos de ausência, o brasiliense avisa: não vai correr pelas ruas de São Paulo apenas para participar.
“Não vou entrar lá para ser segundo ou terceiro, vou entrar para ganhar”, avisou o fundista, que há menos de 20 dias venceu com tranquilidade a prova Sargento Gonzaguinha, seletiva para a São Silvestre. “Sou um dos favoritos, sem dúvida”, reconhece.
Gabarito para cruzar a linha de chegada em primeiro lugar, Marílson já provou que possui de sobra: além de ser duas vezes campeão da badalada Maratona de Nova York (2006 e 2008), ele é o atual recordista sul-americano dos 5.000m e dos 10.000m. A São Silvestre, aliás, já foi conquistada por ele em duas oportunidades, 2003 e 2005.
Uma nova vitória de Marílson significaria ainda a obtenção de uma marca especial: desde o início da fase internacional da São Silvestre, em 1945, jamais um brasileiro conseguiu triunfar três vezes na competição. Quem chegou mais próximo disto foi Sebastião Alves Monteiro, vencedor em 1945 e 1946, e José João da Silva, que levou a melhor em 1983 e 1985.
Estou bem preparado e tenho realizado bons treinos. Só espero que ninguém esteja melhor preparado que eu”, brincou o corredor. O calor e a umidade relativa do ar em São Paulo, nessa época do ano, são dificuldades que preocupam o atleta, que gosta de correr com climas mais amenos, até um pouco frio. “Sou brasiliense, acostumado a clima seco. A umidade e o calor juntos são adversários difíceis na São Silvestre”, afirmou.