Um estudo coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com cientistas estrangeiros, mostra que crianças têm menos chances de transmitir o novo coronavírus para adultos.
A pesquisa foi feita em Manguinhos, comunidade carioca, entre maio e setembro do ano passado. Todas as crianças que testaram positivo haviam tido contato com adultos ou adolescentes com sintomas de covid-19. Ou seja, o estudo mostra que as crianças têm mais chances de serem infectadas por adultos do que de passarem o vírus adiante.
Na maioria dos casos, os adultos desenvolveram anticorpos antes das crianças, comprovando que a transmissão partia deles. “As crianças foram infectadas após ou concomitantemente às pessoas que moram no domicílio, principalmente seus pais. Nesta medida, nossos resultados preliminares sugerem que as crianças não parecem ser a fonte de infecção e mais frequentemente adquirem Sars-CoV-2 de adultos, ao invés do que transmiti-lo a eles”, diz o estudo.
O estudo ainda não foi revisado pela comunidade científica, mas foi publicado na revista americana Pediatrics. Veja na íntegra:
Estudo Fiocruz/Pediatrics by Jornal de Brasília on Scribd
A coordenadora do estudo, Patrícia Brasil, chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doenças Febris Agudas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, diz ao jornal O Globo que os resultados não significam que deve-se retomar as aulas presenciais, por exemplo.
“A vacinação dos profissionais de educação, no entanto, é essencial para a reabertura”, diz a cientista.