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Brasil

Confiança da indústria brasileira é a maior desde a crise

Arquivo Geral

31/08/2009 0h00

O índice de confiança da indústria brasileira na economia do país subiu de 99,5 pontos em julho para 104,7 pontos em agosto, o melhor nível desde a explosão da crise mundial, mostra um estudo divulgado hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo a FGV, em setembro de 2008, antes da crise, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) estava em 115 pontos. Este mês de agosto foi a primeira vez em que o índice superou a casa dos 100 pontos desde outubro do ano passado, quando atingiu 104,4.

A confiança da indústria, que aumentou em julho pelo oitavo mês consecutivo, é medida a partir de uma escala de 200 pontos e é considerada positiva quando supera os 100, segundo a metodologia da FGV.

Segundo o comunicado divulgado pela instituição, o resultado “sugere a efetiva recuperação industrial do país”.

No entanto, os técnicos da fundação esclarecem que o índice está muito abaixo dos 119,2 pontos de agosto do ano passado.

Para calcular o índice, a FGV entrevistou em agosto os dirigentes de 1.105 empresas cujo faturamento somado chega a R$ 610,4 bilhões.

A pesquisa demonstrou que os industriais estão mais otimistas com a situação atual da economia do que com as perspectivas para o futuro, mesmo esperando um aumento nas vendas internas e externas.

Enquanto o Índice de Situação Atual subiu de 101,1 pontos em julho para 107,4 em agosto, o Índice de Expectativas aumentou de 97,9 para 104 pontos no mesmo período.

No total, 48,4% dos entrevistados disseram esperar um aumento da produção nos próximos meses, frente a 43,2% que pensavam o mesmo em julho, e apenas 11,6% preveem uma queda na produção, abaixo dos 13% medidos em julho.

A divulgação da melhoria do índice de confiança da indústria coincidiu com o anúncio do Governo de que a produção das fábricas brasileiras cresceu 2,2% em julho frente a junho, o melhor resultado do ano até agora, e com o qual acumulou sete meses consecutivos de alta.

O aumento gradual da produção este ano, de 12% entre janeiro e julho, ainda não foi suficiente para compensar a queda de 20,2% que a atividade industrial sofreu entre setembro e dezembro do ano passado em consequência da crise.

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