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Brasil

Condenado por assassinato de Dorothy Stang ganha liberdade

Arquivo Geral

19/05/2010 14h13

O fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, condenado a 30 anos de prisão no início de mês como mandante do assassinato da missionária e ativista americana Dorothy Stang em 2005, ganhou liberdade provisória.

Nesta quarta-feira, o Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA) informou que a magistrada Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos concedeu ontem liberdade provisória a Galvão, condenado em 1º de maio pelo assassinato de Stang.

A juíza entendeu que o condenado, que durante o julgamento declarou inocência, cumpre com os requisitos para apelar à condenação do tribunal em liberdade.

Para apoiar o pedido de soltura, a defesa de Galvão alegou que seu cliente possui residência permanente, uma ocupação lícita e não tinha antecedentes criminais.

“O direito do réu de apelar (a condenação) em liberdade não pode ser negado se ele permaneceu solto durante a instrução criminal”, expressou a magistrada.

Stang, de 73 anos, foi assassinada a tiros em 12 de fevereiro de 2005 na zona rural do município de Anapu, no Pará, onde durante 20 anos lutou contra a destruição da floresta amazônica.

O autor material do assassinato, o pistoleiro Rayfran das Neves Sales, confessou o crime e foi condenado a 28 anos de prisão, enquanto seu cúmplice, Clodoaldo Carlos Batista, que o acompanhou no ataque, recebeu pena de 17 anos.

No mês passado, o mesmo tribunal condenou em terceira instância também a uma pena de 30 anos o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura “Bida”, apontado como cúmplice de Galvão a pagarem juntos R$ 50 mil pelo assassinato.

O fazendeiro Amair Feijoli da Cunha, quem admitiu ter sido o intermediário do crime, foi condenado a 18 anos de prisão.

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