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Brasil

Compra de passagens aéreas na internet pode gerar dor de cabeça

Arquivo Geral

23/10/2010 17h55

Daniel Affonso
daniel.affonso@clicabrasilia.com.br

Na internet, anúncios aguçam os sentidos e, descontos, os bolsos dos consumidores que não param de comprar nas lojas on-line. O mercado na web é dinâmico, rápido, econômico e cresce a cada dia que passa no Brasil e no mundo. Porém, comprar na rede mundial de computadores requer cuidados. Diversas reclamações são relatadas no mercado de vendas de passagens aéreas acarretando em uma série de ações na justiça em Brasília e em todo o país.

Segundo o advogado Edson Alcântara, em Brasília, a média de ações de uma só loja on-line que comercializa passagens aéreas de passagens é de 20 a 30 por mês. Estes processos, em sua maioria, são movidos em função da não observância do Código de Defesa do Consumidor (CDC) no que diz respeito ao reembolso do comprador em até 30 dias. “No meu modo de ver, é necessário um meio mais eficaz de controlar os bilhetes emitidos e uma responsabilidade maior de seus operadores na hora de concretizar o negócio, deixando o cliente sempre informado para não acarretar mais ações na justiça”, comenta Edson.
 
Os erros são diversos havendo uma discordância sobre os motivos entre as lojas, consumidores e empresas aéreas. O estudante Marcos Bispo da Silva, 21 anos, foi vítima de um problema com a loja Submarino e a empresa Transportes Aéreos Portugueses (TAP). “Comprei uma passagem aérea de ida e volta para a França pela empresa TAP utilizando o serviço do Submarino. Quando recebi o comunicado de embarque a empresa aérea, haviam mudado o local e o horário sem nenhum aviso prévio. Acabei perdendo o vôo e entrei na justiça pedindo o ressarcimento do valor pago”, reclama Bispo.

Cobrança indevida

Também são comuns casos de duplicidade na emissão de passagens. O consumidor confirma a compra do produto e site informa que ocorreu um problema na transmissão. O cliente então realiza a compra novamente, confirmando a passagem. Algumas vezes o sistema cobra duas vezes o mesmo produto. “Tentei comprar a passagem pela primeira vez e ocorreu um erro. Logo depois, consegui comprar a passagem. Quando fui olha a minha conta, a empresa tinha cobrado duas vezes um só produto. Entrei na justiça”, lamenta o consumidor Carlos Gomes, 27 anos. “Na primeira audiência não teve acordo. Agora é só esperar. Mais dor de cabeça vem por aí”, teme Carlos.

Após as constatações desses erros e o primeiro contato em busca de sanar o prejuízo, há uma grande demora por parte das companhias aéreas para reembolsar os valores pagos. O descaso faz com que os consumidores procurem a Justiça para resolver a questão. “É sempre bom tomar alguns cuidados na hora de comprar passagens deste tipo na rede. Problemas acontecem e é prudente conferir duas ou três vezes além de ligar para a empresa”, finaliza o advogado.

O Submarino foi contatado mas preferiu não se manifestar sobre o caso. A Infraero informou que não é responsável por problemas desta natureza com empresas aéreas.

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