A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, information pills a canadense Louise Arbour, side effects pediu hoje no Brasil mais iniciativas e compromisso do setor privado com as causas sociais para que o mundo deixe de ser cético quanto ao trabalho voluntário.
Arbour está em visita ao Brasil e foi recebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira. Hoje ela se reuniu com representantes da Bovespa e destacou o trabalho de responsabilidade social do pregão bolsa paulista.
Estou impressionada com a iniciativa desta bolsa no compromisso social. A Bovespa foi a primeira bolsa a se aproximar dos programas de responsabilidade social das Nações Unidas e assim o mundo tem que deixar de ser cético ao voluntariado, disse Arbour a jornalistas.
Vou pressionar o setor privado, como fez nosso ex-secretário-geral Kofi Annan, com uma série de programas e iniciativas que nunca imaginei que o setor financeiro já antecipasse no Brasil. Quando visito hospitais e prisões, sempre os vi distantes dos mercados financeiros, acrescentou.
A representante da ONU comentou que igualdade de oportunidades não é suficiente e alguns Governos não podem apenas ficar criticando os defensores dos direitos humanos porque nem eles nem ninguém que conheça renunciou a seus direitos.
Arbour não citou casos específicos de abusos de direitos humanos no Brasil, mas ressaltou a validade deles dentro do respeito à lei.
Somos a favor da aplicação da lei, mas somos contra e pedimos a proibição da tortura. O criminoso que está preso tem que ter garantidos seus direitos e o respeito à vida como todo ser humano, disse.
Ela destacou também o trabalho de seu antecessor, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que morreu em um atentado no Iraque em 2003 junto com outros 22 funcionários da ONU.
Ele é até agora o brasileiro mais carismático que passou pela ONU. Se sua doutrina de vida, de expectativas fosse aplicada por muitas pessoas, este mundo seria diferente, afirmou.
Na última atividade em São Paulo antes de viajar para o Rio de Janeiro, Louise Arbour se reunirá com representantes de organizações sociais paulistas dedicadas à defesa dos direitos humanos.