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Com forte chuva, Florianópolis registra morte de mãe e filha em desabamento de muro

A cidade sofre com forte chuva, alagamentos, deslizamentos e transbordamentos de córregos

Duas pessoas morreram após um deslizamento de terra e desabamento de um muro neste domingo (24), em Florianópolis (SC). A cidade sofre com forte chuva, alagamentos, deslizamentos e transbordamentos de córregos.

O prefeito Gean Loureiro (DEM) informou as mortes das duas pessoas, no Saco Grande, por meio das redes sociais. Segundo o prefeito, as vítimas eram mãe e filha. O prefeito pediu às pessoas que “ao sinal de qualquer perigo” que abandonem as suas residências “temos abrigo e hotel”, garantiu o prefeito.

Neste domingo, Loureiro se reuniu com equipes da prefeitura na Defesa Civil Municipal para definir ações das próximas horas. O prefeito informou que pretende decretar situação de emergência ainda neste domingo. A prefeitura contabiliza mais de 30 registros devido às chuvas.

“Essa chuva nos preocupa porque com a semana inteira de chuva, o solo está encharcado e a chance de deslizamento é muito alta. Temos mais de 30 registros. Infelizmente, um dos registros na região do Saco Grande levou a dois óbitos. Nós estamos trabalhando para orientar toda população. Se tiver qualquer situação de poste inclinado, árvore inclinada, rachaduras na parede avisem imediatamente a Defesa Civil no telefone 199”, disse o prefeito em vídeo nas suas redes sociais.

Um abrigo provisório, para atender pelo menos 50 pessoas, foi montado na Passarela do Samba. De acordo com a prefeitura, 250 profissionais fazem a limpeza das ruas, desentupimentos e outras ações pela cidade. A expectativa é que a chuva ainda perdure até a próxima terça-feira (26).

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Estudantes perdem Enem

A chuva forte e intensa que caiu sobre a Grande Florianópolis foi o maior empecilho para os estudantes que realizam a segunda prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo, 24. Para chegar nos locais de aplicação do exame, os candidatos tiveram de enfrentar alagamentos.

Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde na semana passada alunos tiveram de voltar para casa após lotação das salas acima da capacidade recomendada por conta da pandemia, a dificuldade neste domingo era ter de enfrentar horas de prova com roupas e pés molhados. “Estou mais preocupada é de ficar horas na sala com essa roupa molhada”, disse Fernanda Souza, 23 anos.

Gabriel Gonzaga de Freitas, 27 anos, é um dos candidatos que não conseguiu chegar até a UFSC por conta das chuvas. Ele passou 45 minutos tentando motoristas de aplicativos até desistir. “Eu dependo de Uber ou ônibus pra ir e não consegui. Os motoristas estão todos cancelando porque não conseguiam chegar até a minha casa. Meu namorado também perdeu a prova.”

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Algumas vias da cidade chegaram a ser interditadas por conta de alagamentos e para chegar ao local de prova alguns candidatos precisaram pegar rotas alternativas.

A Vigilância Sanitária de Florianópolis, que inspecionou os locais de prova na semana passada, informou que não há registros de ocorrências de desrespeito às normas de distanciamento social No primeiro dia de prova, alunos foram barrados nos locais de prova por superlotação das salas. Esses alunos vão realizar as provas em fevereiro.

Com agências

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