A morte de Rafael Sperafico durante o Grande Prêmio de Interlagos da Stock Car Light no último domingo não tirará das pistas a tradicional família do automobilismo brasileiro. No entanto, o clã que há 34 anos está presente na modalidade entoou coro ao pedir que mais medidas de segurança sejam implantadas nas competições nacionais.
“O Rafa queria correr e pilotava com prazer”, relembrou Ricardo Sperafico, ex-piloto de testes da Williams na Fórmula 1 e primo de Rafael. “Ele estava muito feliz no final de semana, pois possuía um carro bom e tinha conseguido a segunda posição no grid de largada. Estava cheio de planos para 2008. Tenho certeza de que se tivesse sido outro membro da nossa família que tivesse nos deixado, o Rafa continuaria correndo e por isso vou correr: por mim e por ele”, completou.
A história dos Sperafico no automobilismo começou em 1973, com Dilso – tio de Rafael. E a trajetória não deverá parar tão cedo. “Estamos sentindo muito o que aconteceu, mas temos que olhar para o futuro, pois com certeza novos pilotos surgirão. A terceira geração está chegando e para quem optar por ser piloto, só teremos que incentivar e passar a nossa experiência. Não será porque o Rafa nos abandonou que vamos deixar de lutar por vitórias e comemorar um bom resultado”, prosseguiu Ricardo.
Vice-campeão da Stock Car V8, a ‘primeira divisão’ da modalidade, Rodrigo Sperafico manteve o discurso do irmão gêmeo Ricardo. “Nossa paixão sempre foi o automobilismo e continuará sendo. O Rafa morreu fazendo o que gostava”, reafirmou. No entanto, o piloto pediu mais segurança nas competições nacionais.
“Temos que olhar mais para a segurança. Já existe uma comissão de pilotos da Stock Car que luta por isso, mas que nem sempre é ouvida. Precisamos lutar também por medidas de segurança nos autódromos”, cobrou Rodrigo. “Não estou dizendo que Interlagos matou o Rafa, mas as normas que são ideais para a Fórmula 1 podem não ser para a nossa categoria, que é totalmente diferente. Mas temos que discutir também os circuitos de Tarumã e Londrina, que não recebem melhorias há muitos anos e são extremamente perigosos”, apontou.
Pai de Rodrigo e Ricardo e primeiro do clã a entrar no automobilismo, Dilso Sperafico foi mais enérgico. “É só observar o número de acidentes e verificar que grande parte acontece por falta de perícia e noção do que estão fazendo. Quanto à V8, havia a intenção de trocar o carro para 2008 por um mais seguro, mas muitas equipes não aceitaram porque teriam que fazer novos investimentos para o ano. Postergaram a medida para 2009, mas para minha surpresa boa parte das equipes aumentou o orçamento dizendo que será necessário comprar esse novo equipamento para 2009. Ora, se já estão cobrando esse equipamento novo, por que não colocá-lo já em 2008? Alguém se habilita a responder?”, questionou.
Milton Sperafico, segundo da família a ingressar na modalidade, sintetizou as idéias. “O automobilismo é o nosso esporte. Estamos fazendo o que gostamos e sabemos dos riscos, dos perigos a que estamos sujeitos. Esperamos que a morte do Rafa se transforme numa bandeira de segurança. Não estamos culpando ou procurando culpados, mas podemos melhorar as coisas para nós e para todas as pessoas que amam automobilismo no Brasil”, concluiu.
“O Rafa queria correr e pilotava com prazer”, relembrou Ricardo Sperafico, ex-piloto de testes da Williams na Fórmula 1 e primo de Rafael. “Ele estava muito feliz no final de semana, pois possuía um carro bom e tinha conseguido a segunda posição no grid de largada. Estava cheio de planos para 2008. Tenho certeza de que se tivesse sido outro membro da nossa família que tivesse nos deixado, o Rafa continuaria correndo e por isso vou correr: por mim e por ele”, completou.
A história dos Sperafico no automobilismo começou em 1973, com Dilso – tio de Rafael. E a trajetória não deverá parar tão cedo. “Estamos sentindo muito o que aconteceu, mas temos que olhar para o futuro, pois com certeza novos pilotos surgirão. A terceira geração está chegando e para quem optar por ser piloto, só teremos que incentivar e passar a nossa experiência. Não será porque o Rafa nos abandonou que vamos deixar de lutar por vitórias e comemorar um bom resultado”, prosseguiu Ricardo.
Vice-campeão da Stock Car V8, a ‘primeira divisão’ da modalidade, Rodrigo Sperafico manteve o discurso do irmão gêmeo Ricardo. “Nossa paixão sempre foi o automobilismo e continuará sendo. O Rafa morreu fazendo o que gostava”, reafirmou. No entanto, o piloto pediu mais segurança nas competições nacionais.
“Temos que olhar mais para a segurança. Já existe uma comissão de pilotos da Stock Car que luta por isso, mas que nem sempre é ouvida. Precisamos lutar também por medidas de segurança nos autódromos”, cobrou Rodrigo. “Não estou dizendo que Interlagos matou o Rafa, mas as normas que são ideais para a Fórmula 1 podem não ser para a nossa categoria, que é totalmente diferente. Mas temos que discutir também os circuitos de Tarumã e Londrina, que não recebem melhorias há muitos anos e são extremamente perigosos”, apontou.
Pai de Rodrigo e Ricardo e primeiro do clã a entrar no automobilismo, Dilso Sperafico foi mais enérgico. “É só observar o número de acidentes e verificar que grande parte acontece por falta de perícia e noção do que estão fazendo. Quanto à V8, havia a intenção de trocar o carro para 2008 por um mais seguro, mas muitas equipes não aceitaram porque teriam que fazer novos investimentos para o ano. Postergaram a medida para 2009, mas para minha surpresa boa parte das equipes aumentou o orçamento dizendo que será necessário comprar esse novo equipamento para 2009. Ora, se já estão cobrando esse equipamento novo, por que não colocá-lo já em 2008? Alguém se habilita a responder?”, questionou.
Milton Sperafico, segundo da família a ingressar na modalidade, sintetizou as idéias. “O automobilismo é o nosso esporte. Estamos fazendo o que gostamos e sabemos dos riscos, dos perigos a que estamos sujeitos. Esperamos que a morte do Rafa se transforme numa bandeira de segurança. Não estamos culpando ou procurando culpados, mas podemos melhorar as coisas para nós e para todas as pessoas que amam automobilismo no Brasil”, concluiu.