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Brasil

Civil e PF no RJ devolvem camarotes para Liesa

Arquivo Geral

03/03/2011 20h05

A chefia da Polícia Civil do Rio de Janeiro e a Superintendência da Polícia Federal (PF) no Estado devolveram à Liga das Escolas de Samba (Liesa) os camarotes que há 15 anos as instituições utilizavam no Sambódromo. Os agentes também foram proibidos a aceitar convites e a comparecer com seus parentes de forma gratuita aos desfiles na Marques de Sapucaí.

Sindicâncias deverão ser abertas para punir policiais que descumprirem a determinação ou para aqueles que forem flagrados na avenida fazendo segurança privada. Organizadora dos desfiles das escolas de samba do grupo especial, a Liesa conta em sua direção executiva e conselhos pessoas ligadas ao jogo do bicho.

Presidente da entidade até 2007, o contraventor Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, é até hoje uma das pessoas mais influentes na liga. As medidas foram determinadas duas semanas após a realização da Operação Guilhotina, que prendeu dezenas de policiais civis e militares do Rio, por envolvimento com atividades criminosas. Uma das irregularidades apuradas pelas investigações da PF, que culminaram na queda da cúpula da Polícia Civil do Rio, foi justamente a proteção a bicheiros.

As justificativas apresentadas para a devolução dos camarotes foram diplomáticas. A assessoria da Polícia Civil informou que a delegada Martha Rocha, nova chefe da instituição, alegou que a “prioridade, nesse momento, é trabalhar”. A ausência de autoridades federais que necessitassem de proteção nos desfiles foi a explicação que veio da PF para a sua não participação.

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