A cineasta brasileira Iara Lee, ativista que estava em um dos navios da frota humanitária atacada pelo Exército israelense, está em boas condições de saúde e hoje recebeu a visita de um enviado da embaixada brasileira em Israel, informaram fontes oficiais.
O responsável de Comércio da embaixada do Brasil em Israel visitou hoje Lee na prisão da cidade de Beersheva, onde a cineasta foi detida ontem pelas autoridades israelenses após se negar a voltar voluntariamente ao Brasil, assinalou a Chancelaria em comunicado. Ela será deportada.
Lee denunciou que ontem as autoridades israelenses não a deixaram entrar em contato com a embaixada do Brasil e assegurou que sua bagagem e passaportes (tem dupla nacionalidade, brasileira e americana) ainda estavam em mãos de Israel.
O Governo brasileiro informou que Lee dispõe de alimentos e roupas adequadas na prisão e que falou com sua irmã pelo telefone celular do funcionário da embaixada brasileira.
Segundo a cineasta, como condição para libertá-la, as autoridades israelenses lhe pediram que assinasse uma declaração segundo a qual teria entrado ilegalmente em Israel. Lee se negou a assinar, alegando que, quando a capturaram, estava em águas internacionais.
O Governo brasileiro mantém contato permanente com Israel para exigir a libertação de Lee, que estava em um dos navios do comboio naval atacado pelo Exército israelense.
A frota era formada por seis navios e uma tripulação de 750 ativistas, a maioria de nacionalidade turca, que partiram na semana passada da Turquia com o objetivo de romper o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza e descarregar ajuda humanitária para os campos de refugiados palestinos.