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Brasil

Cientistas criam método para diagnóstico intracraniano

Arquivo Geral

19/01/2011 12h12

Uma equipe multidisciplinar de cientistas da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um método capaz de diminuir os riscos de morte e os custos de internação de pacientes que necessitam de monitoramento constante da pressão intracraniana, devido a doenças como epilepsia, acidentes vasculares cerebrais (AVC), traumatismos, tumores cerebrais e hidrocefalia, entre outras.

O método consiste em acoplar um sensor ao osso da caixa craniana, através de uma pequena incisão na pele, ao invés de perfurar o crânio do paciente para realizar o monitoramento, como acontece atualmente. “Os métodos atuais colocam o sensor dentro do tecido cerebral, o que pode causar danos no tecido e também infecções, uma vez que abre um canal direto de comunicação do sistema nervoso central com o meio externo”, explica Gustavo Henrique Frigieri Vilela, farmacêutico-bioquímico que compõem a equipe.

Com isso, a técnica desenvolvida pela equipe da USP é um método de diagnóstico minimamente invasivo, ou seja, traz menos riscos de traumas e infecções aos pacientes, e muito mais barato, em comparação aos métodos tradicionais. O equipamento está estimado em R$ 6 mil, valor do monitor, mais R$ 400,00 por cada sensor. Já o equipamento tradicional mais utilizado nos hospitais custa R$ 50 mil o monitor e R$ 1,5 mil cada sensor.

Além do baixo valor, a técnica não requer neurocirurgiões, centro cirúrgico ou leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o que representa uma redução ainda maior dos custos deste procedimento para os hospitais, aumentando a popularização do uso deste equipamento. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) não cobre os custos do procedimento de monitoramento da pressão intracraniana, o que significa que grande parte da população está impossibilitada de fazer uso deste recurso.

Após diversos testes em animais, a técnica já está sendo empregada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, onde auxilia no monitoramento de oito pacientes. Atualmente, já se verificou o funcionamento do método, contudo, ainda falta realizar mais testes em humanos, para assim obter um estudo estatístico dos resultados da técnica.

AE

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