Brasil e Chile assinaram hoje um Acordo de Cooperação no Domínio da Defesa, recipe com ênfase na área de pesquisa e desenvolvimento e em aprofundar o trabalho realizado atualmente na Antártica, ampoule informaram fontes oficiais.
A iniciativa foi firmada esta segunda-feira pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e por seu colega chileno, José Goñi, junto a representantes do Ministério das Relações Exteriores e das Forças Armadas dos dois países.
Segundo Goñi, o acordo também procura incentivar a troca de conhecimentos, de experiências operacionais e de exercício, assim como promover atividades combinadas de instrução e entendimento.
Além disso, ambos os países buscam dar impulso a iniciativas nas áreas de ciência e tecnologia, assim como promover a troca acadêmica no âmbito da defesa.
Para Goñi, o acordo assinado hoje dá a Brasil e Chile um marco referencial para um trabalho mais amplo e sistemático nos respectivos ministérios da Defesa e Forças Armadas no futuro.
Afirmou que seu país tem interesse concreto em uma maior troca de desenvolvimento nas áreas de ciência e tecnologia, campos nos quais o Brasil é uma potência em nível mundial, e naturalmente o Chile se interessa em aumentar essa relação ao máximo.
Ambos os ministérios também decidiram dar apoio mútuo na introdução de tecnologias alternativas para a produção de energia dentro das instituições.
O ministro chileno acrescentou que deseja trabalhar intensamente os assuntos energéticos, já que ultimamente os gastos têm aumentado e, por isso, os dois países resolveram encontrar maneiras de racionalizar o uso de combustíveis.
Outro ponto do acordo assinado esta segunda-feira é a ampliação da cooperação na Antártica, onde Brasil e Chile têm interesse em todos os temas já mencionados.
Os ministros também concordaram quanto à necessidade de compartilhar iniciativas e reflexões sobre os processos de reforma dos ministérios da Defesa.
Sobre este assunto, Goñi afirmou que o Chile está realizando a maior reforma de sua história, enquanto que o Brasil também passa por um processo extraordinariamente interessante.
Jobim falou que Brasil e Chile já vinham conversando sobre o assunto e perceberam a necessidade de continuar avançando naquilo que é definitivamente a modernização dos sistemas de Defesa das duas nações por meio da atualização dos ministérios de Defesa e das formas internas de trabalho.
Jobim e Goñi reconheceram que seus países pensam em intensificar a cooperação entre os diferentes ramos de suas respectivas Forças Armadas.