Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) muda as regras sobre o número de embriões que podem ser implantados no útero da paciente submetida à fertilização assistida. Atualmente, o limite é de quatro embriões, considerado alto por especialistas. “As técnicas progrediram. Não há mais necessidade de um número tão grande de implantes”, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, Adelino Amaral.
A prática faz com que o Brasil tenha um dos índices mais altos de gravidez múltipla: cerca de 30% das mulheres submetidas à terapia têm mais de dois filhos. “O recomendável seria no máximo 20% de gravidez de gêmeos, 1% de trigêmeos”, disse Amaral.
O novo texto também proíbe a redução embrionária, técnica em que o médico, após implantar vários embriões, retira parte deles, para reduzir riscos para a mãe. “Isso nada mais é que um aborto”, afirma o relator da resolução, o médico José Hiran Gallo.
Segundo o texto, médicos não cometem infração ética quando fazem a reprodução assistida após a morte do paciente. “É preciso apenas que o casal, ao fazer o congelamento do espermatozoide, do óvulo ou do embrião, deixe claro qual o destino que querem dar ao material no caso de morte ou de separação”, afirmou Gallo. A resolução mantém a proibição da barriga de aluguel e da venda de espermatozoides. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
AE