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Brasil

Casos de pedra no rim aumentam durante o verão

Arquivo Geral

29/12/2010 12h41

O calor do verão, associado a combinações alimentares típicas da estação de férias (como “churrasco com cerveja”), aumenta em um terço (33%) o número de casos de cálculo renal, ou “pedras nos rins”, indica levantamento da Secretaria Estadual da Saúde feito com base nos atendimentos do Centro de Referência em Saúde do Homem. Segundo a pasta, a média mensal de pessoas com diagnóstico de pedra no rim pula de 1.200 durante o inverno para 1.600 nos meses mais quentes.

O depósito de cálcio e outras substâncias nos rins ocorre em razão da falta de hidratação, combinada com a ingestão de alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas, como a cerveja, que muitos pensam que refresca – mas que na verdade só desidrata o corpo. “É como um copo com água e açúcar. Se você diminui a quantidade de água no copo, o açúcar começa a se depositar no fundo. A formação das pedras segue o mesmo princípio”, diz o urologista Otero Gil, do Hospital 9 de Julho.

No verão, o calor contribui para que haja perda maior de água do organismo. A receita básica para se prevenir contra o cálculo renal passa por uma medida simples: tomar mais água. “As pessoas continuam bebendo a mesma quantidade de água que bebiam no inverno, mas a perda de líquidos é maior”, diz Joaquim Claro, do Centro de Referência em Saúde do Homem.

Os urologistas recomendam a ingestão de, pelo menos, dois litros de água diariamente. E dizem que a cor da urina pode sinalizar o bom funcionamento ou não dos rins. “A cor e o cheiro forte são indícios de que a pessoa não está bebendo água o suficiente”, afirma Fernando Almeida, professor livre docente de urologia da Universidade Federal de São Paulo.

Cuidados com a alimentação são bem-vindos. “A dieta rica em alimentos com sal e proteína animal facilita a formação de pedras”, diz Oskar Kaufmann, urologista do Hospital Albert Einstein. “Tem que evitar o somatório de fatores. Não dá para comer feijoada e só beber cerveja num dia quente”, afirma Otero Gil.

Os cálculos renais podem afetar qualquer pessoa, principalmente as que já têm predisposição genética. A dor é provocada quando as pedras passam pelos tubos que ligam os rins à bexiga. A maioria delas é expelida naturalmente. Cerca de 20% dos casos precisam de intervenção. O tratamento consiste no aumento de ingestão de água, medicamentos e, quando necessário, cirurgia com laser.

AE

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