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Carros de som com mensagens contrárias à vacina são apreendidos no RS

Após denúncias de moradores, algumas equipes da Guarda Municipal circularam pela cidade e encontraram os dois veículos em locais diferentes

Por FolhaPress 26/01/2022 6h42
Foto: Agência Brasil

Gilvan Marques
São Paulo, SP

Dois carros de som que transmitiam mensagens contrárias à vacina foram apreendidos nesta quarta (26) pela Guarda Municipal de Novo Hamburgo (RS). Os motoristas prestaram depoimentos e vão responder em liberdade. Vídeos com a imagem dos carros de som circulam pelas redes sociais.

Após denúncias de moradores, algumas equipes da Guarda Municipal circularam pela cidade e encontraram os dois veículos em locais diferentes. Ambos os motoristas foram abordados e, na sequência, levados para a DPPA (Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento) de Plantão. Um boletim de ocorrência foi registrado.

Ao site UOL, por telefone, uma inspetora de serviço da Guarda Municipal disse que os dois motoristas trabalham para uma empresa, que, por sua vez, foi contratada por terceiros. Ao chegarem na delegacia, ambos prestaram depoimentos, mas não quiseram revelar o nome do contratante. Eles foram liberados logo depois e vão responder em liberdade.

“Os dois motoristas foram levados para a DPPA de Novo Hamburgo. Disseram que foram contratados, mas não quiseram identificar a pessoa [que os contratou]. Eles foram liberados, mas os dois veículos foram apreendidos pela Guarda”, declarou a inspetora da Guarda Municipal ao UOL

A ex-candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), denunciou o ocorrido em seu Twitter: “Que absurdo! Estão passando com carro de som em Novo Hamburgo (RS) dizendo para os pais não vacinarem suas crianças. A vacina não é experimental. Não caiam em fake news!”

Em uma das mensagens transmitidas pelo carro de som, é possível ouvir o termo “vacina experimental” -muito utilizado por negacionistas, e absolutamente falso-, e que as crianças não são obrigadas a tomar o imunizante.

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“Vocês têm o dever de saber que não é obrigatória a vacina experimental em nossos filhos. Que as escolas também não podem exigir e muito menos impedir o acesso de nossos filhos às salas de aula”, alegava a mensagem na direção contrária das autoridades em saúde.

Em nota técnica sobre a vacinação de crianças contra a covid, divulgada em 23 de dezembro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) explicou novamente que a vacina da Pfizer está “devidamente registrada, não se tratando de produto experimental”.

Segundo a nota, a vacina da Pfizer atendeu a diversos requisitos exigidos pela Anvisa, entre eles comprovação de qualidade, segurança e eficácia por meio de estudos clínicos feitos em três fases. A agência explica também que são registradas “as vacinas cujos estudos comprovem que os benefícios superam os riscos em determinado contexto epidemiológico”.

O Ministério da Saúde incluiu crianças entre 5 e 11 anos no plano nacional de vacinação contra a covid-19, mas sem a exigência de prescrição médica, ao contrário do que defendia o presidente Jair Bolsonaro (PL). O anúncio aconteceu em meio à pressão de especialistas, secretários de Saúde e governadores, que vinham cobrando agilidade do governo federal.

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De acordo com a pasta, 3,7 milhões de crianças devem ser vacinadas ainda em janeiro.








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